A Energética Suape II obteve o sinal verde da ANP para realizar a injeção de gás natural na infraestrutura de dutos de transporte nacional, otimizando o uso do insumo.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) oficializou nesta quinta-feira, 27 de agosto, a autorização para que a Energética Suape II conecte suas operações à rede brasileira de gasodutos. O movimento estratégico permite que a companhia movimente volumes de gás através do sistema de transporte.
Atualmente responsável pela operação da usina térmica movida a óleo de 381,2 MW, a empresa expandiu seu portfólio no leilão de reserva de capacidade realizado em março. O compromisso assumido envolve a implementação do projeto Suape IV B, uma planta a gás com 123 MW de potência e entrada em operação prevista para 2029.
Flexibilidade e gestão logística
O novo empreendimento, Suape IV B, foi desenhado para oferecer alta performance e flexibilidade operacional, requisitos fundamentais estabelecidos pelo certame de capacidade. Conforme planejado, a unidade demandará 753,5 mil metros cúbicos diários de gás, com a Petrobras na função de supridora e a TAG responsável pelo escoamento logístico.
A autorização concedida pela agência reguladora é vital para o gerenciamento eficiente dessa energia. Nos períodos em que a usina não for acionada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), o volume de combustível que seria destinado à geração térmica poderá ser injetado na rede de transporte para outras aplicações.
A injeção do gás na rede em momentos de baixo despacho permite que o insumo seja reaproveitado de forma eficiente, aumentando a dinâmica do mercado de gás enquanto a empresa se prepara para a entrega do projeto Suape IV B em 2029.
Estrutura acionária e próximos passos
A composição da Energética Suape II é majoritariamente controlada pela Savana SPE Incorporadora, braço do Banco Industrial do Brasil (BIB), detendo 80% do capital. Os 20% restantes pertencem à Petrobras. A ANP também se manifestou sobre a governança do setor, declarando que não existe coligação irregular entre a Suape e a transportadora TBG, apesar da presença da estatal como acionista comum.
Vale ressaltar que, neste momento, o aval recebido pela companhia limita-se estritamente ao carregamento do gás nos dutos da TAG. A Energética Suape II ainda não possui permissão para atuar na comercialização direta do combustível, mantendo-se focada no cumprimento das obrigações contratuais de potência para o Sistema Interligado Nacional.
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