A Petrobras obteve o sinal verde da Aneel para iniciar as operações da usina solar Boaventura, no Rio de Janeiro, um passo estratégico na meta de descarbonização da estatal.
A transição energética ganha um novo impulso com a recente autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que a Petrobras opere a usina fotovoltaica Boaventura. Localizada em Itaboraí, no Rio de Janeiro, a planta conta com uma potência instalada de 13,5 MW e reforça o compromisso da companhia com fontes renováveis.
O despacho oficial, publicado nesta terça-feira, 14 de julho, estabelece que a unidade funcionará sob o regime de autoprodução. Esse modelo permite que a estatal utilize a energia gerada para suprir suas próprias demandas industriais, mantendo a operação eficiente sem a necessidade de novos contratos de transmissão, dado que a capacidade já está contemplada no planejamento da empresa.
Expansão da matriz renovável
Com esta ativação, a capacidade instalada de geração renovável da companhia sobe para 59,4 MW. Deste total, a maior parte é composta por energia solar espalhada por diversos estados, como Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, além do território fluminense.
Além da geração solar, o portfólio da Petrobras inclui uma planta eólica de 1,8 MW no Rio Grande do Norte. A estratégia da petroleira é clara: utilizar essas usinas como base para tornar as operações de suas refinarias mais sustentáveis e menos dependentes de combustíveis fósseis.
A iniciativa integra um plano maior de substituir o hidrogênio cinza, derivado do gás natural, pelo hidrogênio verde, utilizando energia limpa em processos cruciais de refino.
O futuro no Complexo Boaventura
A usina Boaventura está estrategicamente inserida no Complexo de Energias Boaventura. O local é o ponto central dos investimentos da estatal para a implementação de uma moderna biorrefinaria, além de unidades dedicadas à produção de lubrificantes e combustíveis de última geração.
Ao consolidar sua presença em energias renováveis, a empresa não apenas reduz sua pegada de carbono, mas também pavimenta o caminho para a produção de hidrogênio verde em larga escala. Esse movimento é visto pelo mercado como uma etapa indispensável para que a Petrobras se posicione como protagonista na economia de baixo carbono nas próximas décadas.






















