A Eneva alcançou um marco importante para a expansão da capacidade térmica no Brasil, recebendo sinal verde da Aneel para colocar em fase de testes a unidade geradora principal da UTE Azulão I.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou a permissão para o início dos testes operacionais da unidade UG01, que possui 361,5 MW de potência instalada. O ativo, situado em Silves, no interior do Amazonas, é peça-chave na estratégia de geração da companhia na região, operando com gás natural proveniente do Campo de Azulão.
O empreendimento está conectado ao sistema de alta tensão através da Subestação Silves, operada pela Manaus Transmissora. Com um contrato de longo prazo firmado no leilão de reserva de capacidade de 2021, a usina deve iniciar sua vigência comercial plena já em julho deste ano, fortalecendo a segurança do sistema elétrico nacional.
Modelo inovador de integração energética
A iniciativa reflete a estratégia da Eneva de atuar sob a premissa Reservoir-to-Wire (R2W), que conecta a extração do insumo diretamente à planta geradora. Este modelo busca otimizar a cadeia produtiva, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a eficiência operacional no aproveitamento das reservas locais.
O complexo, batizado de Azulão 950, será composto pela unidade I — que utiliza ciclo simples — e pela futura unidade II, que contará com tecnologia de ciclo combinado, totalizando 590 MW de capacidade. Quando o parque estiver totalmente operacional entre 2026 e 2027, a capacidade instalada combinada chegará a 950 MW.
“A consolidação deste projeto não apenas reforça a presença da companhia no setor térmico, mas também viabiliza o suprimento energético para milhões de domicílios, com um investimento estimado em 5,8 bilhões de reais”, aponta o balanço setorial.
Novas liberações no mercado de Geração
Além da UTE Azulão I, a Aneel também concedeu autorizações para o comissionamento de ativos de menor porte no segmento de Energia Renovável. Entre as liberações estão as unidades da UFV Açaí Paraense, no Pará, e da UFV Autazes, também situada no Amazonas.
Essas liberações reforçam o ritmo atual de entrada de novos projetos no Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a entrada em operação dessas plantas, o mercado de energia limpa e térmica segue em um movimento contínuo de ampliação e modernização, essencial para a resiliência da Matriz Energética brasileira frente aos desafios de demanda futura.























