As agências de viagens brasileiras vivem um momento de transição importante.
As agências de viagens brasileiras vivem um momento de transição importante. Após a euforia que sucedeu a pandemia, o setor adotou uma postura mais pragmática, priorizando uma gestão financeira rigorosa e o foco na curadoria de experiências personalizadas para os clientes.
As agências de viagens brasileiras vivem um momento de transição importante. Após a euforia que sucedeu a pandemia, o setor adotou uma postura mais pragmática, priorizando uma gestão financeira rigorosa e o foco na curadoria de experiências personalizadas para os clientes.
Essas informações são os pontos centrais do Censo ABAV, um estudo inédito realizado pela Associação Brasileira de Agências de Viagens em parceria com a USP, que detalha o funcionamento e a estrutura real do turismo no Brasil.
A força dos pequenos negócios no setor
O levantamento revela que o mercado de agenciamento é composto majoritariamente por pequenas empresas, o que demonstra a resiliência e a maturidade do setor. Ao todo, pequenos negócios representam mais de 92% do mercado, divididos da seguinte forma:
- Microempresas (ME): 45,3%
- Empresas de Pequeno Porte (EPP): 24,7%
- Microempreendedores Individuais (MEI): 22,4%
Além da predominância de pequenas estruturas, a pesquisa destaca uma alta estabilidade: 78,4% das agências operam há mais de cinco anos, provando sua capacidade de adaptação frente às oscilações econômicas.
Tendências e o futuro do mercado
Embora o turismo tradicional de “Sol e Praia” e os roteiros culturais ainda sejam a base do faturamento, as agências estão migrando para nichos que oferecem curadoria e alto valor agregado. Atualmente, três grandes tendências impulsionam o crescimento do setor:
- Ecoturismo e Natureza: Foco em roteiros de aventura com viés sustentável.
- Luxo e Gastronomia: Prioridade para a hiperpersonalização e fidelização do cliente.
- Turismo de Celebração: Alta demanda por eventos como destination weddings e viagens de lua de mel.
Para o próximo ano, a expectativa é de expansão, com a Região Nordeste apontada como o principal motor para o crescimento do turismo nacional.
Metodologia e abrangência da pesquisa
Para garantir a credibilidade dos dados, o Censo ouviu 697 agências associadas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, entre agosto e novembro. O trabalho foi coordenado pela Dra. Mariana Aldrigui, pesquisadora da USP, assegurando que o estudo refletisse a diversidade regional do Brasil.
Visão Geral
O Censo ABAV serve como um marco para a profissionalização do setor. Segundo Ana Carolina Dias Medeiros de Souza, presidente da entidade, o objetivo ao mapear a realidade do mercado é criar uma base técnica sólida que permita um futuro mais inovador e eficiente para todas as agências de viagens no país.
Créditos: Misto Brasil




















