O Governo de Goiás busca captar R$ 7,5 milhões em recursos não-reembolsáveis para investir em modernização predial e sustentabilidade na administração pública estadual.
O estado de Goiás deu mais um passo decisivo rumo à sustentabilidade fiscal e ambiental ao oficializar sua inscrição na Chamada Pública de Eficiência Energética promovida pelo Grupo Equatorial. O objetivo central da gestão estadual é assegurar um montante milionário a fundo perdido para transformar a infraestrutura de prédios administrativos, cortando despesas recorrentes com eletricidade.
A iniciativa faz parte de um plano estratégico mais amplo encabeçado pela Secretaria-Geral de Governo, que mapeia diferentes frentes para otimizar o consumo energético em repartições públicas. Com prazos já definidos e dezenas de órgãos mobilizados, a administração busca repetir o sucesso de captações anteriores para aliviar o orçamento público nos próximos anos.
Cronograma e articulação das secretarias
Para garantir a fatia dos recursos, o processo de submissão de propostas por parte das pastas estaduais permanece ativo. O cronograma oficial estabelece a divulgação dos resultados preliminares para o dia 18 de dezembro, enquanto a homologação final dos projetos contemplados ficou agendada para janeiro de 2027.
Atualmente, doze secretarias já movimentam o mercado ao convocar companhias especializadas para desenhar os projetos de engenharia sem custo inicial para os cofres do estado. Esse modelo de planejamento prévio assegura que as propostas cheguem robustas e alinhadas às exigências técnicas do edital de eficiência energética.
Em 2024, o governo estadual declarou:
O governo estadual criou o PEE, que visa modernizar prédios públicos, substituir lâmpadas antigas por leds , melhorar eficiência do sistema de climatização e ampliar a geração própria de fontes limpas e renováveis.
Intervenções estruturais e economia esperada
O plano de modernização contempla intervenções profundas na infraestrutura física dos prédios públicos estaduais. Entre as principais ações previstas estão a substituição integral do parque de iluminação por lâmpadas de LED, a otimização dos sistemas de ar-condicionado e a instalação de usinas solares fotovoltaicas para autoprodução de energia.
Essa movimentação se apoia em um histórico positivo recente da gestão goiana. Na edição anterior da chamada pública, o Palácio Pedro Ludovico e o Estádio Olímpico já haviam garantido R$ 6,1 milhões em melhorias semelhantes, servindo de vitrine para a nova empreitada.
Paralelamente à captação de recursos externos, o executivo estadual aposta em outras frentes de inovação no setor elétrico. Contratos firmados para o mercado livre de energia a partir de 2026 prometem tarifas 26% mais baratas, gerando uma economia projetada em R$ 60 milhões ao longo de meia década. Além disso, órgãos como a Polícia Militar e a Seduc já viabilizaram a locação de usinas solares para atender unidades de baixa tensão.
A expectativa da Secretaria-Geral de Governo é que a soma de todas essas estratégias sustentáveis proporcione uma redução de até R$ 100 milhões nas despesas públicas em cinco anos. As próximas etapas definirão quais projetos serão aprovados para iniciar a transformação verde na infraestrutura do estado.














