O avanço da inteligência artificial no Brasil supera a média global, com 84% das empresas nacionais já colhendo frutos comerciais expressivos e priorizando a tecnologia nos investimentos.
A aceleração da transformação digital no ambiente corporativo brasileiro encontrou na inteligência artificial um motor definitivo de crescimento. Enquanto o setor de energia limpa e as indústrias buscam otimizar operações, a adoção de tecnologias emergentes deixa de ser promessa e se consolida como realidade financeira e estratégica nas grandes corporações do país.
Um levantamento recente conduzido pela KPMG, batizado de AI Pulse, revela que a capacidade de geração de valor comercial por meio de algoritmos avançados no território nacional já atinge 84% das companhias. Esse patamar coloca o mercado brasileiro acima da média global, fixada em 76%, evidenciando a agilidade das empresas locais na absorção e aplicação prática de soluções inovadoras.
Prioridades estratégicas e ganhos operacionais
O estudo mapeou as principais motivações por trás do capital injetado em inovação. Cerca de 31% dos executivos consultados apontam a busca por eficiência e produtividade como o foco principal das iniciativas, um fator crucial para empresas que operam sob exigências rigorosas de sustentabilidade e redução de desperdícios.
Paralelamente, a segurança da informação ganha espaço relevante. Para 33% dos líderes corporativos ouvidos pela KPMG, a governança, a privacidade e a proteção de dados figuram como prioridades fundamentais na implementação de ferramentas automatizadas.
A maturidade digital das organizações brasileiras reflete uma adaptação rápida e segura, garantindo que o ecossistema empresarial continue competitivo globalmente nos próximos anos.
Perspectivas e próximos passos
Mesmo diante de possíveis oscilações econômicas, a confiança na tecnologia permanece inabalada. O levantamento indica que 87% das lideranças mantêm o foco na expansão digital como prioridade máxima para os próximos doze meses.
Além disso, 86% das empresas demonstram plena capacidade técnica para adaptar essas ferramentas às demandas futuras do mercado. Esse cenário pavimenta o caminho para que setores intensivos em capital e recursos, como o de energia limpa, integrem análises preditivas ainda mais complexas em suas operações cotidianas.
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