Uma análise do FGV Ibre aponta que a cesta de produtos e serviços para o Dia das Crianças ficou 0,82% mais barata nos últimos 12 meses, aliviando o orçamento das famílias.
As famílias brasileiras encontram um cenário de preços mais favorável para as comemorações do Dia das Crianças neste ano. De acordo com o levantamento do IPC-M, elaborado pelo FGV Ibre, o custo médio da cesta comemorativa apresentou uma redução de 0,82% no acumulado de 12 meses encerrado em setembro de 2026.
Este resultado é especialmente positivo quando comparado ao índice de inflação geral do país, que fechou em 3,92% no mesmo período. A queda é sustentada principalmente pelo recuo nos preços de bens industriais, que caíram quase 1%, enquanto a inflação no setor de serviços apresentou uma trajetória de desaceleração, fechando em 2,26%.
O movimento de preços nos presentes
O barateamento dos bens de consumo duráveis foi o motor que permitiu essa deflação na cesta. Entre os itens que apresentaram as quedas mais expressivas estão os ingressos de cinema, com um recuo acentuado de 21,25%. O setor de vestuário e entretenimento também colaborou, com baixas significativas nos preços de calçados infantis (-3,99%), bonecas (-2,66%) e smartphones (-1,69%).
Apesar disso, nem todos os gastos seguiram a mesma tendência. A inflação ainda se faz presente em itens relacionados ao lazer e à alimentação, o que exige atenção dos consumidores no momento de planejar o presente e a celebração.
A análise técnica do estudo pontua:
A mudança na trajetória da inflação demonstra um custo menor para a aquisição de bens duráveis, criando um contraste direto com o encarecimento das experiências e do lazer fora de casa.
Lazer e alimentação pressionam o orçamento
Enquanto comprar o presente tornou-se uma tarefa mais acessível, os serviços de recreação e a alimentação fora de casa registraram altas. Dados do levantamento mostram que doces e salgados subiram 6,91%, seguidos pelos clubes de recreação (6,49%) e pelos livros não didáticos (4,41%).
Esses reajustes, que oscilam entre 5% e 7%, refletem uma mudança nos hábitos de consumo das famílias. A tendência para os próximos meses indica que, embora os bens de consumo tenham se estabilizado, o setor de serviços, que engloba experiências e lazer, continua sendo o principal ponto de pressão inflacionária. Para o consumidor, a estratégia vencedora será equilibrar a compra de itens duráveis, que estão em queda, com um planejamento mais rigoroso sobre os gastos com entretenimento e gastronomia.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Orçamento apertado faz maioria limitar gastos na compra de presentes do Dia das Crianças
· Economia
LEIA MAIS
Alta nos preços de eletrônicos ameaça margens do varejo no Dia das Crianças
· Economia
LEIA MAIS
Feira da Gestante reúne 60 expositores com entrada gratuita em shopping de Brasília
· Economia
LEIA MAIS













