Belém surge como o principal suporte logístico para os planos da Petrobras na nova fronteira da Margem Equatorial, conectando a capital paraense ao futuro desenvolvimento energético do Amapá.
A administração da Petrobras identificou a capital do Pará como um ponto estratégico fundamental para estruturar as operações na costa amapaense.
Durante visita a Belém para as festividades do Círio de Nazaré, a presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que a infraestrutura paraense oferece condições superiores de suporte se comparada ao município de Oiapoque.
A movimentação logística faz parte da estratégia da petroleira para consolidar uma nova província produtora de energia no norte brasileiro.
A companhia já previa a utilização da metrópole paraense em suas diretrizes operacionais anteriores, integrando portos locais e suporte especializado para atender às demandas da campanha exploratória na região.
Avanços na Foz do Amazonas
As declarações ocorrem em meio a resultados promissores na Bacia da Foz do Amazonas, especialmente no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59.
O local apresentou indícios de hidrocarbonetos em diferentes profundidades, reforçando o otimismo da companhia quanto ao potencial da área para repor reservas nacionais e contrabalançar o futuro declínio do pré-sal.
Apesar dos indícios positivos, a confirmação econômica da área exige cautela técnica e novas etapas operacionais.
A liderança da estatal ressaltou que a viabilidade comercial só será definida após perfurações adicionais e análises laboratoriais aprofundadas dos reservatórios.
Magda Chambriard afirmou:
Na fase exploratória temos muitas dúvidas
Próximos passos e sustentabilidade
Para dimensionar o real potencial da descoberta, a estatal possui licenças para avançar em novas frentes de perfuração na região norte.
O cronograma imediato prevê a conclusão das atividades no poço Morpho ainda para outubro, momento em que a sonda será desmobilizada e transferida para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, para dar continuidade às pesquisas no poço Mãe de Ouro.
Diante do escrutínio internacional sobre a exploração na Margem Equatorial, a gestão da empresa reforçou o compromisso com a segurança operacional e o rigor ambiental.
A companhia defende que o planejamento considera a proteção às comunidades tradicionais e aos ecossistemas locais, mesmo com o registro de ocorrências anteriores envolvendo fluidos de perfuração reportadas ao Ibama.
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