O recém-eleito governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, colocou um fim nos planos de desestatização da Cemig, garantindo que a gigante do setor elétrico continuará sob o controle estatal.
O futuro da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) tomou um rumo totalmente diferente para os próximos anos. Durante a campanha eleitoral de 2026, a discussão sobre a venda da concessionária de energia limpa e eletricidade esteve no centro do debate político mineiro.
Enquanto a gestão anterior, liderada por Romeu Zema (Novo), insistia na tese de que o governo deveria se afastar da administração de serviços básicos para focar apenas em áreas essenciais, a nova liderança do Executivo estadual adotou uma postura oposta. Para a nova administração, manter o controle de ativos geradores de caixa é estratégico.
Mudança de rumo na política energética mineira
O tema da desestatização havia ganhado força no final de 2024, quando um projeto de lei formal foi encaminhado à ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). A intenção era abrir caminho para a entrada da iniciativa privada na prestação de serviços elétricos. No entanto, com a vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) logo no primeiro turno, essa pauta perdeu força e foi oficialmente descartada pelo chefe do Executivo eleito.
Em entrevista concedida ao telejornal MG1, da TV Globo, o político enfatizou que empresas públicas rentáveis devem continuar prestando serviços diretos à sociedade. A prioridade, segundo ele, será a eficiência administrativa e a escolha de profissionais qualificados para a diretoria, e não a venda do patrimônio dos mineiros.
A Cemig dá lucro. O que eu tenho que fazer é colocar pessoas competentes na Cemig.
Críticas ao uso de recursos e foco no consumidor
Outro ponto que chamou a atenção no posicionamento do governador eleito foi a crítica severa ao direcionamento de verbas publicitárias de empresas estatais para o setor esportivo. Recentemente, a administração estadual havia anunciado milhões em patrocínios para SAFs de clubes de futebol locais, utilizando verbas da própria companhia energética e da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais).
Para o novo gestor, esses montantes deveriam cumprir um papel social mais direto, aliviando o custo de vida dos cidadãos. A proposta é redirecionar os ganhos financeiros para baratear as tarifas pagas pelas famílias, garantindo que a concessionária cumpra sua função social perante o estado.
Eles falam que a Cemig não tem dinheiro, mas foram patrocinar SAF agora. Por que não pegam o dinheiro que sobra e vão subsidiar a conta de energia da população, já que ela está ali para servir o estado? Não temos que pegar uma estatal que dá lucro e fazer barganha com ela. Isso eu não vou fazer.
Com essa guinada na política econômica estadual, a Cemig inicia um novo ciclo administrativo focado na manutenção do controle público e na busca por maior retorno social. A decisão afeta diretamente o panorama da transição energética e dos investimentos em sustentabilidade na região, assegurando que o caixa gerado pela prestação de serviços continue beneficiando diretamente os cofres públicos e os consumidores locais.
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