O ONS apresentou à ANEEL uma nova metodologia para ratear os custos de baterias, vinculando os encargos à entrega real de potência no horário de ponta.
O setor elétrico brasileiro avança em discussões cruciais para a integração de novas tecnologias na matriz energética nacional.
Diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes, o ONS encaminhou à ANEEL uma proposta inovadora para modular a distribuição de custos dos sistemas de armazenamento baseados em baterias.
A iniciativa ganha relevância estratégica no momento em que o Sistema Interligado Nacional enfrenta o desafio diário de suprir a demanda energética durante o início da noite.
Com a queda gradual da geração fotovoltaica entre 18h e 22h, o operador busca garantir que os encargos financeiros reflitam o desempenho real de cada empreendimento nos momentos de maior estresse da rede.
O novo indicador de desempenho para o setor
O mecanismo batizado de ICP-JC foi desenhado para mensurar com precisão a entrega efetiva de eletricidade durante a janela crítica do sistema.
A ideia central é que os agentes econômicos assumam responsabilidades financeiras proporcionais à capacidade de seus ativos mitigarem os desequilíbrios entre oferta e consumo.
Especialistas apontam que a flexibilidade operacional oferecida pelos acumuladores de carga será determinante para a estabilidade da rede.
Analistas do mercado de energia limpa afirmam:
A vinculação dos custos à entrega efetiva de potência no horário de maior exigência representa um avanço importante para a eficiência regulatória e operacional.
Expectativa para o leilão e próximos passos regulatórios
A apresentação da metodologia ocorreu durante uma reunião com o diretor da ANEEL, Gentil Nogueira.
A urgência na definição do tema está diretamente ligada ao calendário do setor, uma vez que o mercado aguarda a realização do leilão de baterias programado para dezembro.
Conhecer as regras definitivas de rateio antes do certame é considerado imprescindível pelos investidores.
A clareza regulatória permite que os empreendedores calculem com precisão a viabilidade econômica dos projetos, antecipando impactos financeiros e operacionais.
Embora o ICP-JC ainda precise passar por análises e aprovação formal da agência reguladora, o debate sinaliza uma evolução na regulação da transição energética.
A consolidação dessas diretrizes ajudará a moldar um mercado mais seguro e alinhado às necessidades estruturais da energia sustentável no país.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Governo inclui usinas reversíveis no calendário oficial de leilões de capacidade
· Regulação
LEIA MAIS
ANEEL rejeita recurso da Enel SP e mantém andamento de processo sobre concessão
· Regulação
LEIA MAIS
Apine cobra da ANEEL novas regras para conter impactos da geração distribuída
· Regulação
LEIA MAIS













