Pietro Mendes defende gas release e critica preço elevado do gás natural

Pietro Mendes defende gas release e critica preço elevado do gás natural - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
Compartilhe:
Fim da Publicidade

A busca por preços mais justos no mercado de gás natural brasileiro ganha fôlego.

O cenário energético brasileiro está em ebulição com debates acalorados sobre a estrutura do mercado de gás natural. Representantes de órgãos chave como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reafirmam seu compromisso com a implementação do gas release, uma estratégia fundamental para combater a concentração de oferta e, consequentemente, os elevados preços que chegam ao consumidor final.

Em um workshop realizado na FGV, no Rio de Janeiro, o diretor do departamento de Gás Natural do MME, Marcello Weydt, apontou a baixa rivalidade entre os fornecedores como um dos principais vilões do setor. Essa escassez de competição, segundo ele, resulta diretamente em preços mais altos e oferta limitada, um ciclo vicioso que precisa ser rompido. A experiência do Nordeste do país, que já observou benefícios com a desconcentração da oferta, serve como um modelo promissor para a expansão da medida.

O diretor da ANP, Pietro Mendes, reforçou a urgência da situação, questionando a própria definição de mercado de gás sem a presença de múltiplos ofertantes e compradores. Para ele, a conformidade com os atuais patamares de preço é inaceitável, e a busca por um mercado mais dinâmico e competitivo é um imperativo.

A ANP encerrou o período de consulta pública para o gas release, com uma audiência pública agendada para 21 de outubro. No entanto, o avanço das discussões enfrenta resistência da Petrobras e do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Essas entidades argumentam que o prazo para a consulta foi insuficiente para uma análise aprofundada das propostas, considerando a magnitude e a complexidade do tema.

Alvaro Tupiassu, gerente de Gás Natural da Petrobras, expressou a preocupação da empresa, argumentando que um prazo mais estendido seria benéfico para a elaboração de contribuições mais robustas e tecnicamente sólidas, sem necessariamente comprometer os objetivos de médio prazo. Daniela Santos, diretora de Gás Natural do IBP, ecoou esse sentimento, enfatizando a necessidade de tempo para avaliar a minuta e garantir que as conclusões sejam bem fundamentadas.

Porém, Pietro Mendes rebateu essas preocupações, considerando que adiar a discussão sobre o gas release gera uma incerteza regulatória ainda maior para os investimentos em exploração e produção. Ele defende que a definição clara das regras é mais benéfica para o planejamento de longo prazo do que a protelação do debate.

FIM PUBLICIDADE

O Gas Release e a Nova Lei do Gás

A iniciativa do gas release é um desdobramento direto da nova Lei do Gás (Lei nº 14.3134/2021), que já tem promovido transformações significativas no setor. Um dos exemplos é a desconcentração da malha de transporte dutoviário, anteriormente sob controle exclusivo da Petrobras, hoje dividida entre a NTS e a TAG.

Artur Watt, diretor-geral da ANP, destacou o panorama de abertura crescente do mercado. Entre 2020 e 2025, o número de comercializadores dobrou, passando de 122 para 226. O total de carregadores também apresentou um crescimento expressivo, saltando de 71 para 149, e os agentes importadores expandiram de 12 para 15. O número de consumidores livres triplicou, saindo de 8 para 90 no mesmo período, evidenciando um mercado em franca expansão e diversificação.

A Petrobras, por sua vez, argumenta que a concentração no mercado de gás natural já diminuiu consideravelmente, com seu market share caindo de 90% para 55% no segmento não termelétrico e para 27% no termelétrico (com projeção de 18% até 2030). Essa redução, segundo a estatal, tornaria o gas release desnecessário no momento atual.

A controvérsia em torno do gas release evidencia a complexidade da transição para um mercado de gás mais competitivo e acessível. Enquanto a ANP e o MME buscam agilizar o processo, a Petrobras e o IBP defendem uma abordagem mais cautelosa, ressaltando a importância de garantir segurança jurídica e técnica para todos os agentes envolvidos. O desfecho dessa discussão terá implicações diretas no futuro do suprimento de gás natural no Brasil.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp

Área de comentários

Seus comentários são moderados para serem aprovados ou não!
Alguns termos não são aceitos: Palavras de baixo calão, ofensas de qualquer natureza e proselitismo político.

Os comentários e atividades são vistos por MILHÕES DE PESSOAS, então aproveite esta janela de oportunidades e faça sua contribuição de forma construtiva.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ASSINE NOSSO INFORMATIVO

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo em seu e-mail, todas as semanas.

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Gestão de Usina Solar

ARRENDAMENTO DE USINAS

Parceria que entrega resultado. Oportunidade para donos de usinas arrendarem seus ativos e, assim, não se preocuparem com conversão e gestão de clientes.

Locação de Kit Solar

ASSINE NOSSO INFORMATIVO

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo em seu e-mail, todas as semanas.

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade NoBeta

Comunidade Energia Limpa Whatsapp.

Participe da nossa comunidade sustentável de energia limpa. E receba na palma da mão as notícias do mercado solar e também nossas soluções energéticas para economizar na conta de luz. ⚡☀

Siga a gente

Últimas Notícias

Parceria Publicitária

Energia Solar por Assinatura

Publicidade NoBeta