Rodoviários do DF entram em greve geral; transporte público paralisado
A capital federal amanhece nesta segunda-feira com um cenário de incertezas no transporte público. Rodoviários decidiram, em assembleia unânime, deflagrar greve por tempo indeterminado, impactando diretamente a rotina de milhares de cidadãos que dependem dos ônibus para seus deslocamentos diários.
A decisão, oficializada na manhã de domingo, encerra um ciclo de negociações infrutíferas entre o sindicato da categoria e as empresas concessionárias. O impasse principal reside nas divergências salariais e de benefícios, com a proposta patronal sendo considerada insuficiente pela base rodoviária.
Negociações estagnadas e reivindicações da categoria
As conversas, que se arrastam desde julho, não chegaram a um consenso satisfatório para os trabalhadores. A oferta apresentada pelas empresas previa um reajuste salarial de 6%, um aumento de 7% no vale-alimentação, 11,88% no plano de saúde e a elevação do seguro de vida para R$ 48 mil.
No entanto, a categoria reivindica um aumento mais substancial em seus salários, buscando 8% nos soldos, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no auxílio-saúde. Segundo o líder sindical, José Cabral Filho, o pacote das empresas não contempla as perdas inflacionárias e foi rejeitado de forma contundente.
Impacto iminente na mobilidade urbana
Com a paralisação iniciada à 0h desta segunda-feira, o Distrito Federal enfrenta um desafio significativo na mobilidade urbana. A ausência dos ônibus coletivos impõe um dilema para estudantes, trabalhadores e demais usuários do sistema, que agora precisam buscar alternativas para seus trajetos.
A falta de previsão para o término da greve adiciona uma camada de apreensão à situação, exigindo atenção das autoridades e das partes envolvidas para a rápida resolução do conflito e a normalização do serviço essencial.














