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Mercado de energia solar no Brasil enfrenta desaceleração acentuada no primeiro semestre de 2026, com queda expressiva na demanda e nos investimentos.
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O setor de energia solar no Brasil registrou uma queda drástica na demanda por equipamentos fotovoltaicos durante o primeiro semestre de 2026.
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Segundo dados da Greener Consultoria, a procura por módulos solares atingiu 5,5 gigawatts-pico (GWp), representando uma redução de quase metade (48%) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa diminuição impactou diretamente os investimentos, que somaram cerca de R$ 14,6 bilhões, menos da metade dos R$ 30,4 bilhões observados em 2025.
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O ponto mais relevante dessa retração é a forte desaceleração nos grandes projetos de geração centralizada, que sofreram uma queda de 82% em sua demanda. Esse cenário é fortemente influenciado pelos cortes de geração, fenômeno conhecido como ‘curtailment’, que afetam a rentabilidade dessas usinas de grande porte.
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Em contrapartida, a geração distribuída, que abrange sistemas solares em telhados e pequenas áreas, manteve sua relevância, respondendo por 92% do volume total de equipamentos importados, um aumento em relação aos 78% registrados no primeiro semestre de 2025.
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Desafios e Oportunidades no Setor Solar
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A queda na demanda por usinas de grande porte foi significativa, com o volume destinado a esses empreendimentos caindo de 2,3 GWp para apenas 0,43 GWp entre janeiro e junho de 2026. Esse declínio reflete um ambiente de negócios menos favorável para investimentos em larga escala, especialmente diante da incerteza quanto à rentabilidade provocada pelo ‘curtailment’.
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Aumento de Preços e Impacto das Políticas Internacionais
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Paralelamente à retração na demanda, o preço médio ponderado dos módulos fotovoltaicos apresentou uma elevação de 12,9%. A cotação subiu de US$ 0,0802/Wp para US$ 0,0906/Wp no comparativo semestral.
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Esse aumento coincide com o fim de um incentivo chinês de 9% às exportações de módulos solares, medida que entrou em vigor a partir de abril de 2026. A retirada desse estímulo tende a pressionar os custos no mercado internacional e, consequentemente, no mercado brasileiro.
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O movimento de alta [nos preços] coincide com o fim do incentivo chinês de 9% às exportações de módulos fotovoltaicos a partir de abril de 2026, o que pressiona o custo do equipamento no mercado internacional.
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Perspectivas para o Consumidor Final
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Apesar dos desafios enfrentados pelos grandes projetos, o cenário para consumidores residenciais e comerciais que buscam implementar sistemas de geração solar distribuída permanece positivo.
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O retorno sobre o investimento em sistemas fotovoltaicos instalados em telhados e pequenas propriedades continua sendo vantajoso, indicando que a adoção da energia solar em menor escala segue como uma alternativa atrativa e economicamente viável para a redução de custos com eletricidade.
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Apesar da desaceleração geral, a resiliência da geração distribuída aponta para um futuro onde a energia solar continuará a desempenhar um papel crucial na matriz energética brasileira, especialmente para consumidores que buscam autonomia e sustentabilidade.
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A tendência é que o mercado se ajuste, com potenciais novas estratégias e tecnologias para mitigar os impactos do ‘curtailment’ e otimizar a rentabilidade dos investimentos em energia limpa.
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