A Copel mantém reservatórios em níveis de segurança no Paraná, operando com comportas abertas em diversas usinas hidrelétricas após chuvas intensas, visando a prevenção de enchentes.
As recentes e volumosas chuvas que atingiram o estado do Paraná entre a madrugada de quarta e quinta-feira elevaram significativamente o volume de água nos rios e bacias hidrográficas onde a Copel possui suas usinas hidrelétricas. Este cenário de precipitações contínuas levou a companhia a adotar uma estratégia operacional preventiva, focada em manter os reservatórios abaixo de sua capacidade máxima, para garantir a segurança e evitar situações de risco.
A medida mais visível dessa estratégia é a operação com comportas de vertedouros abertas em usinas localizadas nos rios Iguaçu, Tibagi e Capivari. Esta ação é crucial para gerenciar o fluxo de água e proteger as comunidades ribeirinhas, evidenciando o compromisso da empresa com a gestão responsável dos recursos hídricos e a segurança da população.
Gestão de Cheias no Rio Iguaçu
No rio Iguaçu, que abriga os principais ativos de regulação da Copel, o complexo de usinas composto por Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias intensificou o descarte preventivo de água. A usina de Foz do Areia, em Pinhão, considerada a principal barreira de retenção na cabeceira do rio e na região de União da Vitória, opera com seu nível de armazenamento em 88%. Atualmente, recebe um fluxo impressionante de aproximadamente 2,4 milhões de litros de água por segundo.
Para reduzir o nível do reservatório e assegurar a estabilidade operacional, a companhia está realizando uma descarga combinada, utilizando tanto a geração de energia pelas turbinas quanto o vertimento pelas comportas, totalizando cerca de 3 milhões de litros por segundo. A consequência das chuvas ao longo do rio Iguaçu impõe a necessidade de ampliar a abertura das comportas nas usinas a jusante, refletindo a dinâmica de propagação das cheias pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
Na usina de Segredo, localizada entre Reserva do Iguaçu e Mangueirinha, o volume total de água liberado duplicou em um dia, atingindo 4 milhões de litros por segundo. Mais adiante, próximo à foz do rio na região Sudoeste do estado, a usina Salto Caxias, entre Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, está operando com uma vazão combinada de aproximadamente 5 milhões de litros por segundo, resultado da energia gerada e do volume escoado pelos vertedouros.
Situação nos Rios Capivari e Tibagi
O regime de cheias não se restringe ao Iguaçu, afetando também as operações da Copel na Região Leste e nos Campos Gerais paranaenses. Na represa do rio Capivari, em Campina Grande do Sul, que abastece a usina Governador Parigot de Souza, o armazenamento está estabilizado em 88%, demandando a abertura adicional de comportas para controle do nível.
No rio Tibagi, a resposta operacional ao aumento das afluências foi antecipada. Na usina Governador Jayme Canet Jr. (Mauá), a Copel elevou o volume vertido desde a última quarta-feira, adotando um regime de passagem integral. Isso significa que toda a água que chega ao reservatório é descarregada rio abaixo, dividindo-se entre a captação pelas turbinas e a descarga direta pelas estruturas de segurança.
A manobra de vertimento e o rebaixamento preventivo de reservatórios seguem protocolos estritos de engenharia e segurança de barragens. Toda a programação de deságio e controle de cheias é executada de forma integrada e sob diretrizes centralizadas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Prevenção e Alerta Contínuo
Essas manobras de vertimento e o rebaixamento preventivo dos reservatórios são conduzidos sob rigorosos protocolos de engenharia e segurança de barragens. Toda a programação de deságio e controle de cheias é coordenada de forma integrada e segue as diretrizes centralizadas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), garantindo a sinergia entre as ações.
Em conjunto com o monitoramento hidrológico constante, disponibilizado publicamente em seu site, a Copel mantém um canal de comunicação permanente com a Defesa Civil do Estado. Ambos os órgãos reforçam o alerta para que comunidades ribeirinhas, pescadores e visitantes evitem se aproximar das margens e de áreas de risco nos trechos a jusante dos barramentos durante este período de cheias. A vigilância e a precaução são essenciais para a segurança de todos, mitigando os riscos associados ao volume elevado de água.















