Decisão do MME avança com novas usinas térmicas a gás natural, fortalecendo a segurança energética.
O Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo importante para a consolidação da infraestrutura energética brasileira. Recentemente, foram publicadas as outorgas para a construção e operação de duas novas usinas térmicas movidas a gás natural: a UTE SFE Guarani V2 e a UTE Tacaimbó I 2B. Estes projetos, selecionados no leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap) em março deste ano, representam uma parcela das 65 novas usinas que garantiram contratos no certame e aguardavam a formalização para o início de suas implantações.
A UTE SFE Guarani V2, que será administrada pela São Francisco Energia S.A., terá uma capacidade instalada de 155,8 MW, potência exata negociada no leilão. Para viabilizar sua operação, a usina demandará a construção de um sistema de transmissão próprio, com 6,5 quilômetros de linhas e uma subestação elevadora. A usina tem um cronograma rigoroso: licença ambiental de instalação até outubro de 2026, comprovação de 20% do investimento até junho de 2027, início das obras civis em abril de 2027 e operação em teste prevista para agosto de 2028. Localizada em Camaçari, na Bahia, o empreendimento representa um investimento de aproximadamente R$ 693,8 milhões e garantirá uma receita anual fixa de R$ 349,9 milhões por 15 anos.
Por sua vez, a UTE Tacaimbó I 2B, sob responsabilidade da UTE Tacaimbó I Geração de Energia SA, contará com 97,5 MW de capacidade instalada, sendo 92 MW contratados no LRCap. O município de Tacaimbó, em Pernambuco, será o palco desta nova usina. O cronograma para este projeto prevê a licença ambiental até março de 2027, aporte financeiro de 20% até janeiro de 2027 e início das obras civis no mesmo mês. A operação em teste está programada para março de 2028. A usina também necessitará de um sistema de transmissão dedicado, incluindo uma subestação e 1,2 km de linha. O contrato prevê uma receita fixa anual de R$ 232 milhões por 15 anos, com um investimento estimado em R$ 437,7 milhões.
Impulsionando a Matriz Energética Brasileira
A concessão destas outorgas é um sinal claro do compromisso em diversificar e fortalecer a matriz energética nacional. O gás natural, como combustível de transição, oferece flexibilidade e confiabilidade, complementando as fontes renováveis e garantindo o suprimento energético, especialmente em momentos de menor geração eólica ou solar.
O LRCap tem se mostrado uma ferramenta eficaz para atrair investimentos em infraestrutura de geração de energia, assegurando a disponibilidade de capacidade para atender à demanda futura do país. A publicação destas outorgas desbloqueia projetos que são cruciais para a segurança energética e para o desenvolvimento econômico.
A construção dessas usinas térmicas não apenas adiciona capacidade ao sistema, mas também impulsiona a economia local através da geração de empregos e do fomento à cadeia produtiva de bens e serviços relacionados ao setor de energia. A previsão de início de operação em teste, entre 2028 e 2029, indica que estas novas fontes de energia estarão prontas para contribuir significativamente para o atendimento da demanda energética brasileira nos próximos anos.
















