O setor logístico do Distrito Federal consolidou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2026, registrando um aumento de 10% no volume de encomendas enviadas em relação ao ano anterior.
Os dados, extraídos da 5ª edição do estudo Mapa da Logística, destacam a capital federal como uma das unidades da federação que mais expandiram suas operações de envio de mercadorias. Esse crescimento coloca o DF na quarta posição do ranking nacional de expansão, um sinal claro da descentralização do comércio eletrônico brasileiro, que ganha força fora dos eixos de consumo historicamente dominantes.
No cenário regional, o Distrito Federal superou o Ceará e manteve um ritmo constante, ficando posicionado abaixo de estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A localização geográfica estratégica de Brasília tem sido um diferencial competitivo, posicionando a região Centro-Oeste como o terceiro maior hub de remessas do país.
Expansão e novas dinâmicas no envio de encomendas
Um ponto de destaque do levantamento foi o desempenho das grandes marcas operando a partir do território brasiliense. Esse segmento específico apresentou um salto de 150% nas remessas, alcançando o maior índice de alta entre todos os estados brasileiros no período.
Além do volume, a logística local passou por mudanças estruturais importantes. Pequenas e médias empresas adotaram com maior frequência os pontos de coleta e retirada, conhecidos como PUDOs, que registraram um incremento de 53% em sua utilização. Esse comportamento reflete uma busca por maior eficiência na chamada “última milha” da entrega.
Perfil de consumo e prazos
Quanto ao tipo de mercadoria que movimenta o mercado na região Centro-Oeste, os produtos de beleza — especificamente cosméticos e perfumaria — lideram o ranking de transporte, seguidos por eletrônicos e itens de vestuário.
A alta demanda por agilidade no e-commerce nacional também se refletiu nos prazos: metade de todas as encomendas enviadas no país conseguiu chegar ao destino final em um período máximo de três dias. O calendário promocional, com destaque para o Dia do Consumidor e o Dia dos Namorados, também se confirmou como um motor fundamental para os picos de volume logístico observados nos primeiros seis meses do ano.

















