Cade libera operação de terras raras, arquivando venda da Serra Verde para grupo americano.
A venda da mineradora brasileira Serra Verde para a empresa americana USA Rare Earth (USAR) recebeu um novo desdobramento com o arquivamento do processo pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade).
A decisão, baseada na ausência de faturamento da compradora no Brasil em 2025, isenta a operação da necessidade de aprovação prévia pelo órgão regulador.
Este desfecho abre caminho para a incorporação da Serra Verde, a única produtora comercial de terras raras do país, pela subsidiária Middlebury Merger Sub Ltd.
O apoio financeiro robusto do governo dos Estados Unidos tem sido um fator crucial nesta transação.
Recentemente, foi anunciado um aporte de US$ 750 milhões destinado a um fundo específico para a aquisição da produção da mineradora brasileira.
Este movimento estratégico demonstra o interesse internacional crescente na cadeia produtiva de terras raras, essenciais para diversas tecnologias avançadas, de eletrônicos a equipamentos de defesa.
A consolidação desta operação, contudo, ainda aguarda um passo fundamental: a aprovação dos acionistas da USAR.
A votação está agendada para o dia 28 de agosto, e o resultado definirá o futuro da produção brasileira de terras raras sob nova administração.
Este arquivamento pelo Cade representa um avanço significativo para a indústria de mineração de terras raras no Brasil.
A liberação da operação sem a necessidade de um longo processo de análise antitruste agiliza a integração da Serra Verde às operações da USAR.
O forte investimento americano sinaliza uma potencial expansão e modernização da produção, alinhada com a demanda global por estes minerais estratégicos e com o objetivo de diversificar as fontes de suprimento, reduzindo a dependência de poucos players globais.
A expectativa é que esta nova fase traga investimentos e tecnologia para o setor.






















