Aneel suspende eólica da Elera por danos e revoga projetos solares por inviabilidade

Aneel suspende eólica da Elera por danos e revoga projetos solares por inviabilidade
Aneel suspende eólica da Elera por danos e revoga projetos solares por inviabilidade - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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A energia eólica enfrenta reviravoltas, enquanto projetos solares são cancelados por desafios de infraestrutura.

O setor energético brasileiro registrou movimentações significativas na última semana, com decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) impactando tanto a geração eólica quanto a solar. Uma unidade geradora da Elera Renováveis teve sua operação comercial suspensa devido a danos ocorridos durante um evento climático, enquanto autorizações para 258 MW em usinas solares foram canceladas.

A unidade WTG-08, pertencente ao parque eólico Pontal A2 e com capacidade de 2,7 MW, sofreu avarias em julho. Relatos indicam que o equipamento foi atingido por descargas atmosféricas, um evento climático que gerou alerta vermelho na região na época. A empresa confirmou os danos graves em inspeção posterior, acionados por proteções de sobrecorrente. Uma investigação aprofundada está em curso para determinar a causa exata da falha, e não há previsão para o retorno da operação.

Paralelamente, a Aneel atendeu a pedidos de revogação para diversas usinas solares. Entre elas, destacam-se as autorizações para as UFVs Jurupaiti I a VIII, totalizando 220,5 MW, localizadas em Currais Novos (RN). A inviabilidade técnica foi citada como motivo principal, devido à ausência de capacidade de escoamento na rede de transmissão em até 48 meses, prazo estipulado para o início da operação comercial.

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Um cenário semelhante afetou a UFV Solaris II, de 37,5 MW, na Paraíba, operada pela Pacto Energia. A empresa solicitou a revogação de quase 1 GW em projetos solares do complexo Solaris nos últimos dois meses. Estudos de acesso à rede apontaram saturação na infraestrutura de transmissão regional, tornando obras de reforço economicamente inviáveis.

Em contrapartida, a Aneel autorizou o início da operação em teste para a unidade geradora UG02, de 4,5 MW, da eólica Ventos de Santa Luzia 17, na Paraíba. As decisões refletem os desafios de infraestrutura e os imprevistos operacionais que o setor de energias renováveis enfrenta no Brasil.

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