Curitiba tornou-se o epicentro da sustentabilidade ao sediar um encontro multissetorial que reuniu especialistas, investidores e lideranças para debater o futuro da transição energética brasileira.
A capital paranaense consolidou sua posição como referência em inovação verde ao encerrar, recentemente, uma série de eventos estratégicos no Centro de Eventos Positivo. O encontro unificou a 13ª Feira Reciclação, o 31º Fórum Regional de Geração Distribuída (Fórum GD Sul/Sudeste) e o 7º Fórum ABREN, atraindo mais de dois mil congressistas interessados em soluções para a transição energética e a economia circular.
A iniciativa, organizada pelo Grupo FRG Mídias & Eventos e pela Monte Bello Feiras & Eventos, serviu como um importante ponto de conexão entre players do mercado de energia solar, especialistas em resíduos sólidos e gestores públicos. O objetivo central foi integrar tecnologias de ponta, como o uso de biogás e biometano, com os desafios práticos do setor elétrico nacional.
Pautas estratégicas e o futuro do setor
A programação técnica contemplou 11 painéis focados em desafios reais do mercado, como os desdobramentos da Lei nº 14.300 e as novas oportunidades para a geração compartilhada. Especialistas discutiram como o armazenamento de energia pode sustentar a alta demanda dos Data Centers e a crescente necessidade de digitalização via Inteligência Artificial.
Outro ponto alto foi o debate sobre o papel das energias renováveis na descarbonização da indústria e do agronegócio. A aplicação de soluções de mobilidade elétrica e a estruturação de cidades inteligentes também dominaram o cronograma, reforçando que a eficiência energética é indispensável para a competitividade econômica no Brasil.
Visões de liderança sobre o mercado
Para Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, o grande trunfo do evento foi a integração transversal de diversos segmentos.
“O principal triunfo deste megaevento foi conseguir conectar, no mesmo ambiente, quem desenvolve tecnologia, quem opera no campo, os órgãos reguladores e os fundos de investimento. O Brasil enfrenta desafios regulatórios e econômicos em energia renovável, mas também carrega um passivo ambiental em resíduos que pode ser transformado em matéria-prima para a geração de energia limpa. Curitiba mostrou que a convergência entre solar, bioenergia e economia circular é o caminho definitivo para impulsionar negócios e acelerar a transição energética nacional”
O setor de resíduos também celebrou avanços significativos. Yuri Schmitke, presidente executivo da ABREN, destacou o potencial de investimentos que o segmento começa a atrair.
“O 7º Fórum ABREN foi um sucesso absoluto e confirmou que a energia de resíduos deixou de ser uma promessa e virou uma agenda concreta de investimento no Brasil. Durante dois dias, reunimos em Curitiba empresas nacionais e internacionais, gestores públicos, investidores e especialistas em torno de um mesmo objetivo: transformar os resíduos que o Brasil gera por ano em energia, receita e desenvolvimento local. Saímos do evento com um ambiente de negócios muito mais maduro e com a certeza de que os R$ 500 bilhões em potencial de investimento no setor irão se materializar em projetos reais”
Próximos passos da agenda sustentável
O sucesso do encontro reforça a crescente maturidade dos modelos de negócios baseados na valorização de resíduos e na diversificação da matriz energética brasileira. Segundo Valdi Bello, da Monte Bello Feiras & Eventos, a recepção do público e a qualidade das discussões confirmam a viabilidade comercial do setor.
“A Reciclação 2026 encerra cumprindo seu propósito de reunir empresas, profissionais, recicladores, especialistas e gestores públicos em um ambiente voltado à inovação e à geração de negócios para os setores de reciclagem, saneamento, energias alternativas e economia circular. O evento se reafirma como o principal promotor da sustentabilidade ambiental no Sul do Brasil, e já projetamos a próxima edição em Camboriú (SC), sob a marca Reciclação – Waste Tech Brasil 2027”
O evento contou com o apoio oficial da WCA (World Biogas Association) e da ABREN, além de diversas empresas parceiras que movimentaram o ambiente de negócios. Com resultados sólidos, as discussões realizadas em Curitiba estabelecem um horizonte promissor, indicando que a integração entre as diferentes fontes renováveis é a peça-chave para garantir um futuro de baixo carbono no país.























