A Anac projeta finalizar até o final de 2026 a homologação do sistema de decolagem automática da Embraer, uma inovação que promete elevar a eficiência operacional na aviação.
A indústria da aviação global observa com atenção os avanços da Embraer no desenvolvimento do E2TS (Enhanced Takeoff System). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que está em estágio avançado na avaliação desta tecnologia, com a expectativa de emitir a certificação oficial ainda no segundo semestre deste ano. O avanço representa um salto significativo para a segurança e a eficiência nos procedimentos de decolagem.
De acordo com Roberto Honorato, diretor de aeronavegabilidade e segurança operacional da Anac, o cronograma segue conforme o planejado. O órgão regulador reforça que não existem entraves burocráticos ou escassez de equipe técnica que possam atrasar o processo.
“Estamos preparados para atender à demanda de certificação ainda no segundo semestre”, declarou Roberto Honorato, ressaltando que a agência tem atuado de forma célere para garantir a viabilidade da nova tecnologia.
Inovação para o setor de energia e aviação sustentável
O sistema E2TS, destinado inicialmente aos jatos da família E2, como o E175 e o E195, introduz automação em uma etapa crítica de voo. Ao otimizar o ângulo e o perfil de subida com base em variáveis climáticas e de carga, a tecnologia reduz o consumo de querosene, contribuindo diretamente para as metas de sustentabilidade e redução de emissões no transporte aéreo.
“O sistema busca a máxima eficiência na decolagem, propiciando a melhor curva de subida e garantindo economia de combustível”, explicou Honorato sobre os ganhos operacionais esperados.
Impacto em pistas curtas e operações críticas
Uma das maiores vantagens competitivas desta tecnologia da Embraer é o desempenho em aeroportos com restrições de infraestrutura, como pistas curtas. Aeroportos centrais, a exemplo de Congonhas em São Paulo, além de terminais internacionais como London City e Florença, serão os principais beneficiados. Com cálculos precisos realizados por computadores, a aeronave opera com maior margem de segurança e aproveitamento de carga útil.
Vale ressaltar que a automação atua como uma ferramenta de suporte aos pilotos. A tripulação permanece no controle total, supervisionando os dados em tempo real e mantendo a capacidade de intervir prontamente caso qualquer anomalia seja detectada, garantindo que o fator humano continue sendo um pilar fundamental da segurança aérea.
O rigoroso processo de certificação aeronáutica
Diferente de outros segmentos industriais, onde o produto final é avaliado após a conclusão, na aviação a homologação acompanha todas as fases do desenvolvimento. A Anac, como autoridade do país de origem da Embraer, lidera os testes — que recentemente incluíram ensaios de ventos cruzados — para depois validar o sistema junto a órgãos internacionais como a FAA (Federal Aviation Administration).
O sucesso desta certificação pavimenta o caminho para uma nova era de eficiência na aviação comercial, onde a tecnologia de ponta atua lado a lado com a expertise técnica para tornar as operações aéreas mais seguras e ambientalmente responsáveis. A expectativa agora gira em torno dos prazos para que as companhias aéreas comecem a implementar o E2TS em suas frotas comerciais.






















