O mercado de petróleo reverteu a tendência de alta observada recentemente, com o barril do tipo Brent encerrando a cotação abaixo dos US$ 100 na manhã desta sexta-feira (24).
Após alcançar patamares acima da marca psicológica de US$ 100 no pregão anterior, impulsionado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o valor do barril apresentou um recuo significativo. Durante a manhã, o contrato com vencimento em setembro operava a US$ 96,90, refletindo uma desvalorização de 3,76%, equivalente a uma baixa de US$ 3,79 em relação ao fechamento da última quinta-feira (23), quando a commodity atingiu US$ 100,69.
O mercado financeiro acompanhou uma sessão de alta volatilidade. Nas primeiras horas do dia, o preço do Brent chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 100, atingindo o pico de US$ 101,16, antes de perder fôlego e oscilar até a mínima de US$ 96,41. O movimento de instabilidade é reflexo direto das incertezas sobre o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que na véspera provocou um salto de 6,30% nos preços — a primeira vez em meses que o patamar de três dígitos foi superado.
“A instabilidade na região gera um prêmio de risco imediato para a commodity, uma vez que qualquer sinal de escalada nos confrontos ameaça o suprimento global”, apontam analistas do setor energético.
A atenção dos investidores permanece voltada para o estreito de Ormuz. A rota é considerada um ponto nevrálgico para a economia mundial, visto que é o canal por onde transita cerca de 20% de toda a produção global de petróleo. Mesmo na ausência de um bloqueio efetivo, a simples possibilidade de restrições à navegação na área eleva a cautela quanto à oferta, pressionando os custos de fretes e seguros marítimos e mantendo o mercado em estado de alerta.
















