A Aneel promove nesta sexta-feira a segunda etapa do certame de transmissão de energia, ofertando quatro projetos da MEZ Energia que totalizam R$ 1,76 bilhão em novos aportes.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) volta à B3, em São Paulo, para concluir o cronograma do seu principal leilão de 2026. A sessão desta tarde coloca em disputa quatro lotes estratégicos que, devido a questões contratuais pendentes na época da rodada inicial, precisaram ser adiados para um momento posterior.
O conjunto de ativos em oferta nesta sexta-feira abrange estados de peso no setor elétrico: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Somados, os empreendimentos prometem expandir o sistema com mais de 60 quilômetros de novas linhas e uma capacidade de transformação robusta, estimada em 2.400 MVA, essencial para o fortalecimento da rede nacional.
Entenda o contexto da negociação
A necessidade de uma segunda sessão surgiu por conta do imbróglio jurídico envolvendo a MEZ Energia. Em março, quando o leilão ocorreu originalmente, os lotes de 7 a 10 não puderam ser ofertados porque o termo de distrato consensual entre a companhia, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda aguardava validação.
O relator do certame, o diretor da Aneel, Fernando Mosna, enfatizou na época a prudência técnica necessária para o prosseguimento: “sem a deliberação final do plenário da corte não seria possível incluir os lotes da MEZ no leilão, já que os ativos ainda estavam sob responsabilidade da antiga concessionária.” Com a homologação do acordo pelo TCU em maio, o caminho ficou livre para que a autarquia retomasse o processo licitatório.
Detalhes dos lotes em disputa
O lote 7 destaca-se como o protagonista do dia, concentrando o maior volume de capital entre os ativos ofertados, com R$ 1,089 bilhão previstos. Ele foca em infraestrutura subterrânea no estado de São Paulo, um movimento que demonstra a complexidade de levar energia em áreas urbanas densas.
Já os demais lotes atendem a necessidades regionais específicas:
– Lote 8 (Mato Grosso do Sul): Focado na subestação Iguatemi 2 e seções de linha em 230 kV;
– Lote 9 (São Paulo): Engloba a subestação Dom Pedro I e conexões de alta e média tensão;
– Lote 10 (Mato Grosso): Abrange a subestação Cuiabá Norte, reforçando o escoamento na região.
Este leilão é um desdobramento de uma agenda positiva de investimentos que, na sua primeira fase realizada em março, já havia garantido R$ 3,35 bilhões ao país. O deságio registrado anteriormente, na casa dos 50%, gerou expectativas otimistas sobre o nível de competitividade que os investidores apresentarão nesta rodada final. O mercado agora observa com atenção os resultados desta tarde, que consolidam os planos de expansão da rede de transmissão para os próximos anos.






















