A Gerdau obteve sinal verde do Cade para consolidar o controle total da usina hidrelétrica Dona Francisca, reforçando seu compromisso com a descarbonização e o aumento da autoprodução energética.
A Gerdau está prestes a se tornar a única acionista da Dona Francisca Energética (Dfesa). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) validou a compra dos 23,03% de participação pertencentes à Celesc, um movimento estratégico que marca a saída definitiva da estatal catarinense do quadro societário da geradora.
O negócio, avaliado em R$ 150 milhões, representa o passo final para que a siderúrgica detenha 100% da usina, que possui 125 MW de capacidade instalada no Rio Grande do Sul. O aval do órgão antitruste foi formalizado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (29), embora a transação ainda dependa do crivo regulatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Foco em sustentabilidade e eficiência energética
Esta aquisição não é um movimento isolado, mas parte do plano de expansão da Gerdau no setor de energias renováveis. Com a conclusão, a companhia ampliará sua autoprodução em 30,4 MW médios, atingindo a marca de 65,94 MW médios de energia assegurada destinados integralmente ao suporte de suas plantas industriais.
A estratégia visa garantir maior estabilidade de custos e impulsionar as metas de descarbonização da siderúrgica. Sobre o impacto do investimento, a liderança da companhia reforçou a importância da autossuficiência:
“Estamos adquirindo, em sua totalidade, uma hidrelétrica da qual somos acionistas desde o início da operação, visando elevar nossa produção de energia renovável. A aquisição está alinhada à nossa estratégia de gerar maior competitividade no custo do negócio e em linha com o processo de descarbonização da companhia.”
Histórico e próximos passos
A central hidrelétrica, situada no Rio Jacuí, entre as cidades de Agudo e Nova Palma, já teve sua estrutura societária alterada anteriormente. Em abril deste ano, a Gerdau já havia adquirido a participação da Copel na Dfesa, consolidando gradualmente sua soberania sobre o ativo.
Para a Celesc, a operação é vista como uma forma eficiente de capitalização, permitindo que a companhia redirecione seus recursos para novos projetos de geração e comercialização de energia renovável. O mercado agora aguarda a chancela final da Aneel para a transferência total da outorga, que segue válida até setembro de 2037.





















