Líderes globais e empresas unem forças na Electrify Now para impulsionar a transição energética e reduzir a perigosa dependência dos combustíveis fósseis, visando um futuro com energia limpa, segura e acessível.
Em resposta às crescentes tensões geopolíticas e aos riscos econômicos causados pela dependência dos combustíveis fósseis, governos e lideranças empresariais reuniram-se durante a London Climate Action Week. O objetivo central é acelerar a transição energética e promover a eletrificação como pilares fundamentais para a segurança global.
O encontro, realizado na Global Energy Transition and Electrification Summit, consolidou o lançamento da iniciativa Electrify Now. A estratégia busca superar barreiras de investimento e infraestrutura, transformando a matriz energética mundial em direção a sistemas modernos e sustentáveis baseados em eletricidade limpa.
O papel estratégico da eletrificação na resiliência econômica
A urgência do movimento é sustentada por dados robustos. Uma pesquisa recente revelou que 91% dos líderes empresariais consideram a eletrificação essencial para a resiliência das operações. Além disso, 82% defendem que seus países devem priorizar fontes renováveis para mitigar a volatilidade dos mercados internacionais de petróleo, carvão e gás.
Atualmente, a eletricidade representa apenas um quinto da demanda final de energia. No entanto, o consenso entre especialistas e chefes de Estado é claro: acelerar a eletrificação nos transportes, nas edificações e no setor industrial é a rota mais eficaz para garantir competitividade e estabilidade a longo prazo.
A meta global para 2035
Durante as discussões, a Presidência da COP31, exercida pela Turquia, propôs uma meta ambiciosa: que 35% da demanda global de energia seja suprida por fontes elétricas até 2035. Este objetivo encontra respaldo em análises da IRENA e da IEA, sendo visto como um passo necessário para cumprir as metas do Acordo de Paris.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a necessidade de agir com rapidez e justiça:
“A era da eletrificação limpa chegou. A questão é se conseguiremos construir as redes e o armazenamento, mobilizar investimentos e entregar a infraestrutura na velocidade e na escala necessárias.”
Cooperação internacional e o roteiro para a COP30
A cúpula também serviu como palco para a diplomacia climática, com a Colômbia e os Países Baixos entregando resultados da Conferência de Santa Marta à Presidência brasileira da COP30. O material servirá de base para o roteiro global de afastamento dos combustíveis fósseis que o Brasil está estruturando.
Ed Miliband, secretário de Estado de Segurança Energética do Reino Unido, destacou que o investimento privado em energia limpa já ultrapassou a marca de £ 100 bilhões no país. Segundo ele:
“A eletrificação limpa nos oferece uma alternativa clara, que não pode ser interrompida por guerras estrangeiras e que não está sujeita a choques globais porque se baseia em preços estáveis no próprio país.”
Impactos e o futuro da transição energética
O engajamento de nações em desenvolvimento, como Etiópia e Filipinas, ressalta que a transição energética não é apenas uma pauta de países desenvolvidos, mas uma oportunidade de soberania. O desafio, agora, é reduzir o custo de capital para financiar infraestruturas de transmissão e redes renováveis em escala global.
Com governos e empresas alinhados através da iniciativa Electrify Now, o setor de energia sustentável entra em uma fase de implementação prática. O sucesso destas medidas não definirá apenas a redução de emissões, mas também a capacidade das economias globais de se blindarem contra crises futuras, garantindo acesso à energia a um custo previsível e justo para toda a população.





















