Criadouros antigos podem reativar com chuvas recentes; campanha ‘Junho sem Dengue’ mobilizou agentes
Criadouros antigos podem reativar com chuvas recentes; campanha ‘Junho sem Dengue’ mobilizou agentes
Por Misto Brasília – DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) emitiu um alerta intensificado para o combate ao Aedes aegypti, devido às chuvas atípicas que ocorreram mesmo durante o período de estiagem.
A principal preocupação reside na biologia do mosquito: os ovos que transmitem dengue, chikungunya, zika e febre amarela podem permanecer em superfícies secas por até 400 dias. Assim que entram em contato com a água, eles eclodem rapidamente.
“Esses ovos são altamente resistentes à desidratação e conseguem ficar viáveis por meses aderidos às paredes internas de recipientes, mesmo quando estes estão completamente secos”, explica Kenia Cristina de Oliveira, bióloga da SES-DF.
Segundo a especialista, o período atual de frio e seca é uma oportunidade estratégica para eliminar focos do mosquito antes da próxima temporada de maior incidência do vírus.
Checklist de Prevenção em Casa
A Vigilância Ambiental recomenda que os moradores realizem inspeções semanais em suas residências, com atenção especial aos seguintes locais:
- Calhas, ralos e recipientes de água de vasos de plantas.
- Baldes, tonéis e reservatórios de água, que devem ser mantidos bem fechados.
- Bebedouros de animais e recipientes utilizados para irrigação de jardins.
- Manutenção cuidadosa e tratamento adequado de piscinas.
A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) monitora constantemente as Regiões Administrativas (RAs) com o uso de armadilhas ovitrampas para identificar as áreas com maior presença do inseto. Essa estratégia também inclui o uso de drones para localizar criadouros em telhados e locais de difícil acesso, além da aplicação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), que utiliza o próprio mosquito para espalhar o veneno para novos criadouros.
Visão Geral
A ocorrência de chuvas fora de época no Distrito Federal acendeu um alerta para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A Secretaria de Saúde reforça a importância de combater os focos do vetor, pois seus ovos podem sobreviver por longos períodos em superfícies secas e eclodir com a chegada da água. A campanha “Junho sem Dengue” mobilizou agentes de saúde e a população para a prevenção, incentivando a inspeção regular de possíveis criadouros em residências e áreas públicas. A Vigilância Ambiental utiliza métodos como ovitrampas e drones para mapear e controlar a presença do mosquito, visando reduzir a incidência de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
Créditos: Misto Brasil






















