Representantes do setor solar reagem a denúncias de fraudes na distribuida/” title=”geração distribuída”>geração distribuída e defendem maior rigor técnico na fiscalização das irregularidades.
As principais entidades que representam o setor de energia solar no Brasil, a Absolar e a ABGD, emitiram um posicionamento oficial expressando preocupação e cautela diante das recentes denúncias de irregularidades envolvendo projetos de geração distribuída (GD). Embora as associações mantenham uma postura de repúdio irrestrito a quaisquer práticas ilícitas ou desvios de conduta no mercado, elas levantaram questionamentos sobre a precisão dos dados e a forma como esses problemas têm sido reportados publicamente.
Para as associações, a falta de clareza na divulgação desses números gera uma insegurança desnecessária ao mercado de energia renovável. O foco das organizações agora é exigir do poder público e dos órgãos de controle a implementação de uma metodologia de apuração transparente, técnica e padronizada.
Exigência de transparência no setor
O movimento das entidades busca blindar o avanço da matriz energética brasileira contra interpretações imprecisas que possam comprometer a imagem da tecnologia fotovoltaica. Segundo as lideranças, é indispensável que qualquer investigação sobre possíveis fraudes no SCEE (Sistema de Compensação de Energia Elétrica) seja fundamentada em critérios objetivos.
A Absolar e a ABGD argumentam que a ausência de um protocolo de avaliação bem definido permite a disseminação de informações imprecisas que podem, por tabela, prejudicar a imagem das milhares de empresas que atuam dentro das normas regulatórias.
Impacto na regulamentação
Este embate sobre os dados de fiscalização ocorre em um momento decisivo para a regulação do setor elétrico, que busca um equilíbrio entre a expansão da capacidade instalada e a segurança operacional das redes de distribuição.
A cobrança das associações reforça a necessidade de um diálogo mais aberto com as instâncias fiscalizadoras, visando garantir que as ações de combate às irregularidades sejam eficazes, sem que isso resulte em uma estigmatização injusta do setor ou em barreiras para a continuidade da transição energética. A expectativa é que, com uma metodologia mais sólida, o mercado possa isolar os casos pontuais de má prática, preservando a confiança de investidores e consumidores na tecnologia solar.























