Alessandra Torres assume a liderança da Abragel em momento crucial para as energias renováveis.
O cenário energético brasileiro testemunha uma mudança significativa na representatividade do setor de geração limpa. A Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) apresentou oficialmente Alessandra Torres como sua nova presidente-executiva. Ela assume o posto anteriormente ocupado por Charles Lenzi, que dedicou 13 anos à frente da entidade, liderando-a em um período de expressivo crescimento das fontes renováveis.
A nomeação de Torres acontece em um instante de profundas transformações no setor elétrico nacional. Com debates intensos sobre a modernização da rede, a revisão dos modelos de contratação e a definição de encargos e subsídios, a habilidade de articulação institucional se torna ainda mais vital. A expectativa é que a nova liderança fortaleça o diálogo entre a Abragel, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Congresso Nacional.
A experiência de Alessandra Torres no universo regulatório é um dos pilares para esta nova fase. Sua trajetória inclui uma passagem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde atuou no corpo técnico da área de geração entre 2000 e 2007. Posteriormente, consolidou sua expertise em consultoria estratégica no mercado privado, assessorando grandes players do setor.
Transição estratégica e novos desafios
A escolha de Alessandra Torres para comandar a Abragel, que representa fontes como hídrica, eólica, solar e biomassa, é vista como um sinal claro da busca por uma representatividade mais ativa e influente. Sua experiência prévia como presidente-executiva da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (AbraPCH) a preparou para os desafios de negociação e articulação política.
Com a saída de Torres da AbraPCH, a associação de pequenas centrais hidrelétricas anunciou Lucas Pimentel, especialista em regulação, como seu novo líder. Essa movimentação indica uma reconfiguração das lideranças em diferentes segmentos das energias renováveis.
A nova presidente-executiva demonstrou otimismo e comprometimento em declarações recentes. “A Abragel tem uma história importante na defesa da energia limpa e renovável no Brasil. Assumo este desafio com grande senso de responsabilidade, buscando contribuir para o fortalecimento institucional da associação e para o avanço das pautas estratégicas do setor”, afirmou.
A gestão de Torres na Abragel promete ser dinâmica. O plano de ação inicial deve focar na consolidação de metas regulatórias para os próximos leilões de energia e na ampliação das oportunidades no Ambiente de Contratação Livre (ACL). O objetivo é assegurar um futuro promissor e sustentável para as energias renováveis no país.























