A Sendas Distribuidora, responsável pela rede de atacarejo Assaí, avança em sua estratégia de transição energética ao consolidar uma parceria para autoprodução de energia solar em Pernambuco.
A Sendas Distribuidora oficializou recentemente a criação de um consórcio focado na exploração de parques solares localizados na cidade de Tacaimbó, no interior de Pernambuco. A iniciativa visa garantir o suprimento de parte da demanda elétrica da rede Assaí por meio do modelo de autoprodução, reforçando o compromisso da varejista com fontes de energia limpa.
O projeto foi submetido à análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). No entanto, o órgão antitruste optou por não dar prosseguimento ao caso, concluindo que o negócio não atende aos requisitos de notificação obrigatória. A decisão baseou-se no faturamento das partes envolvidas: enquanto a Sendas supera a marca de R$ 750 milhões em receitas anuais, o grupo BBJ Participações, parceiro na operação, registra valores significativamente menores, abaixo do teto que exige o controle concorrencial.
Estrutura do Projeto Solar
O contrato envolve diversas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) vinculadas à BBJ Participações, especificamente as empresas Boa Hora 4 a 8, que possuem as autorizações necessárias para o desenvolvimento dos ativos fotovoltaicos.
Enquanto a BBJ detém a expertise na implantação de projetos de geração, estando atualmente em fase de pré-operação, a Sendas alavanca sua escala de mercado. Com uma capilaridade de mais de 300 unidades em todo o território nacional, a companhia busca no regime de autoprodução uma forma mais eficiente e sustentável de gerir o consumo energético de sua operação.
Movimentações no Setor
Além da iniciativa da Sendas, o Cade também autorizou, sem restrições, uma movimentação importante no segmento de biocombustíveis. A Amaggi adquiriu uma fatia de 40% do grupo FS, player de destaque na produção de etanol de milho e iniciativas de bioenergia.
A operação abrange as diversas frentes do grupo FS, incluindo logística, infraestrutura e exploração florestal. Este movimento sinaliza um mercado aquecido para investimentos em energia renovável e sustentabilidade, onde grandes empresas do agronegócio e varejo buscam consolidar sua participação na matriz energética brasileira.























