O Governo Federal oficializou um aporte bilionário para transformar o setor elétrico no Amazonas, focando na universalização do acesso e na redução da dependência de combustíveis fósseis.
Em um movimento estratégico para fortalecer a infraestrutura energética na região Norte, o governo federal confirmou, nesta quarta-feira (27), um pacote de investimentos que totaliza R$ 3,3 bilhões. A iniciativa, desenhada para acelerar a descarbonização e modernizar o fornecimento de energia, contempla desde o atendimento a comunidades isoladas até a atualização tecnológica da rede em grandes centros urbanos.
O foco central da medida é o avanço da eletrificação em zonas rurais e remotas. Através do programa Luz para Todos, serão destinados quase R$ 786 milhões nos próximos dois anos. A verba será dividida entre projetos de 11ª Tranche, voltados para o meio rural, e a 3ª Tranche, focada em localidades de difícil acesso, beneficiando diretamente mais de 18 mil lares amazonenses.
Infraestrutura e substituição térmica
Um dos pilares mais robustos do anúncio é a participação da Âmbar Energia, que reservou R$ 2,3 bilhões para um plano de modernização abrangente. O projeto prevê a implementação de medidores inteligentes, a digitalização dos sistemas de controle e a construção de novas subestações em Manaus e em cidades do interior do estado.
Essa modernização carrega um objetivo ambiental crítico: a interligação de sistemas isolados. Ao conectar partes da rede, o Estado espera substituir a dispendiosa e poluente geração térmica a diesel por uma distribuição mais eficiente. Esse processo é visto como um passo fundamental para reduzir o impacto ambiental e melhorar a qualidade do fornecimento.
Eficiência no consumo e próximos passos
Para complementar as ações, o Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou o uso de R$ 153,1 milhões da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Os recursos serão aplicados especificamente na interligação entre os eixos de Humaitá e Caladinho, além de Rio Preto da Eva e Lechuga.
O impacto esperado é uma melhora significativa na resiliência do sistema regional. A longo prazo, a meta é consolidar uma rede mais estável e sustentável, diminuindo a volatilidade de custos operacionais e garantindo que o Amazonas avance em direção a uma matriz energética mais integrada e alinhada às metas nacionais de sustentabilidade.





















