QAV com preço em queda em junho: governo aposta em cenário internacional e transição energética para aliviar custos do setor aéreo.
O Ministério de Minas e Energia sinaliza uma notícia animadora para o setor aéreo brasileiro: a expectativa de redução no preço do Querosene de Aviação (QAV) já em junho. A projeção é impulsionada pela recente tendência de queda nos valores internacionais do petróleo, principal insumo para a produção do QAV. Essa possível diminuição representa um alívio muito esperado pelas companhias aéreas, que têm lidado com aumentos expressivos nos custos operacionais nos últimos meses.
O impacto da instabilidade geopolítica, especialmente no Oriente Médio, tem se refletido diretamente no bolso dos consumidores e das empresas. De fevereiro a maio, os aumentos no preço do QAV foram notáveis, com picos significativos em março e abril, chegando a quase 55%. Como o QAV representa uma fatia considerável das despesas das companhias aéreas – aproximadamente 46% dos custos operacionais –, qualquer variação em seu preço tem um efeito cascata em toda a cadeia produtiva e, consequentemente, nas tarifas aéreas.
Aposta na Estabilidade e no Futuro Sustentável
A expectativa de queda no preço do QAV não se baseia apenas na flutuação do mercado de petróleo. O governo também está focado em estratégias de longo prazo para o setor, visando a transição energética na aviação. A inclusão do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) na legislação brasileira, com previsão de entrada em vigor a partir de 2027, já está em fase de análise pela Casa Civil.
Essa iniciativa demonstra um compromisso com a ampliação do uso de alternativas mais limpas e renováveis, reduzindo a dependência do querosene de aviação convencional. A medida visa não apenas estabilizar os custos aéreos no futuro, mas também alinhar o Brasil aos objetivos globais de sustentabilidade e redução de emissões de carbono no setor de transporte.
A perspectiva de um QAV mais barato em junho, aliada ao avanço das políticas de combustíveis de aviação sustentáveis, sinaliza um cenário promissor para a aviação brasileira. A combinação da estabilidade de preços com a inovação tecnológica e ambiental tem o potencial de fortalecer a competitividade das companhias aéreas e beneficiar os passageiros com tarifas mais acessíveis, impulsionando, assim, o desenvolvimento do setor.





















