Estudo global aponta contradição na política de carvão do Brasil com contratos até 2040

Estudo global aponta contradição na política de carvão do Brasil com contratos até 2040
Estudo global aponta contradição na política de carvão do Brasil com contratos até 2040 - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Avanço e retrocesso: Brasil encerra novas usinas de carvão, mas mantém as antigas em operação até 2040, gerando polêmica.

O cenário energético brasileiro apresenta uma dualidade preocupante: enquanto o país oficialmente encerra o ciclo de novas usinas termelétricas a carvão mineral, ele paradoxalmente estende o suporte a empreendimentos já existentes. Essa contradição foi destacada no recente relatório “Boom and Bust 2026”, publicado pela organização internacional **Global Energy Monitor (GEM)**. O estudo global que monitora a expansão do uso de combustíveis fósseis aponta para uma divergência entre a capacidade instalada e a geração efetiva de energia a partir do carvão em nível mundial, com o Brasil refletindo essa tendência de forma particular.

Um Marco e um Dilema: Fim de Projetos, Ampliação de Contratos

Pela primeira vez na história recente, o Brasil não possui qualquer proposta em andamento para a construção de novas usinas termelétricas movidas a carvão mineral. Essa marca, celebrada por ambientalistas, contrasta diretamente com as decisões recentes que garantem a operação de complexos já em funcionamento por mais duas décadas, com contratos estendidos até 2040. O **Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)**, por exemplo, já arquivou processos de licenciamento para novas usinas, como a Nova Seival e a Ouro Negro.

Incentivos e Prorrogações: O Carvão Ganha Novo Fôlego

Apesar do sinal de descontinuidade para novos projetos, o suporte às usinas existentes se materializa através de uma série de medidas e decisões governamentais. A Lei nº 15.269, por exemplo, estendeu os contratos de compra de energia gerada por essas usinas até 2040. O **Ministério de Minas e Energia** também atuou ativamente, contratando o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda com o mesmo prazo e garantindo, através do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, a continuidade do uso de carvão importado para as usinas Itaqui, Pecém I e Pecém II. A renovação do contrato da usina Candiota II, mesmo diante de questionamentos ambientais, reforça essa política de manutenção.

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Custos Ocultos e Impactos Transfronteiriços

Especialistas alertam que a manutenção dessas usinas, muitas vezes beneficiadas por subsídios e contratos de longo prazo, representa um ônus financeiro considerável para o país, com estimativas de custos que podem ultrapassar os R$ 100 bilhões até 2040. Além do impacto econômico, os riscos ambientais e de saúde pública são igualmente alarmantes. As emissões de poluentes associadas à queima de carvão têm projeções de danos que não se limitam às fronteiras brasileiras, afetando países vizinhos como Argentina, Uruguai e Paraguai.

Segurança Energética vs. Compromisso Sustentável

Em sua defesa, o **Ministério de Minas e Energia** argumenta que o uso do carvão, assim como outros combustíveis fósseis, é essencial para assegurar a estabilidade e a flexibilidade do Sistema Interligado Nacional, garantindo a segurança energética do país. No entanto, essa postura levanta questionamentos sobre a real transição energética brasileira e o alinhamento com os compromissos ambientais globais assumidos pelo país. A coexistência dessas diretrizes evidencia um complexo desafio para o futuro energético e sustentável do Brasil.

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