O Ministério de Minas e Energia oficializou a equipe que conduzirá o Progeo, iniciativa focada em destravar o potencial da energia geotérmica como pilar estratégico da transição brasileira.
O Brasil deu um passo decisivo para ampliar sua exploração de fontes renováveis com a nomeação dos integrantes do comitê executivo do Programa Nacional de Energia Geotérmica (Progeo). A medida oficializa o grupo responsável por coordenar as políticas de aproveitamento do calor interno da Terra, uma alternativa de carga base capaz de fortalecer a segurança do nosso sistema elétrico.
A estrutura do comitê demonstra um esforço de articulação multissetorial, reunindo especialistas do Ministério de Minas e Energia (MME), pastas de Ciência e Tecnologia e Indústria, além de órgãos técnicos como a ANP, ANEEL, CPRM e a EPE. A atuação desses membros é classificada como serviço público relevante, reforçando o caráter estratégico da iniciativa para a soberania energética nacional.
Alinhamento com a agenda de descarbonização
A criação do Progeo, chancelada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), surge em um momento onde a diversificação da matriz é vital para atingir metas de redução de emissões. Ao contrário de fontes intermitentes, a energia geotérmica oferece disponibilidade contínua, permitindo um equilíbrio mais eficiente para a rede.
A medida marca um avanço estratégico na diversificação da matriz energética nacional, com forte alinhamento às metas climáticas e à promoção de uma transição energética justa, segura e inclusiva.
Próximos passos para o setor geotérmico
O desafio agora reside no desenvolvimento de marcos regulatórios sólidos que garantam segurança jurídica para investidores. O comitê terá como missão estruturar diretrizes que estimulem desde pesquisas de base até a inovação tecnológica, visando transformar o potencial geotérmico em megawatts operacionais dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além da geração de eletricidade, o programa coloca foco no fortalecimento de toda a cadeia de suprimentos local. A expectativa é que, ao fomentar o uso sustentável desse recurso, o Brasil consiga movimentar economias regionais e consolidar uma expertise técnica que posicione o país como referência tecnológica no cenário global de energias limpas.























