O Acre atrai investimentos de meio bilhão de reais em energia limpa e logística, visando a autossuficiência energética e o fortalecimento da Rota Internacional do Pacífico.
O estado do Acre tem se posicionado como um novo polo de atração para capitais voltados à sustentabilidade e integração regional. Em agendas estratégicas no Rio de Janeiro, lideranças políticas e empresariais apresentaram um portfólio de projetos que unem a transição energética — com foco em biocombustíveis e energia solar — ao desenvolvimento logístico, consolidando a região como um ponto nevrálgico de conexão entre o Brasil e os mercados do Pacífico.
O principal marco deste movimento é o anúncio de um aporte de aproximadamente R$ 500 milhões, liderado pelo empresário Demóstenes Barbosa da Silva. O capital será direcionado para o desenvolvimento de cadeias produtivas de combustíveis renováveis e a instalação de tecnologias voltadas à sustentabilidade, aproveitando as vantagens competitivas que o ecossistema acreano oferece para a indústria verde.
Autonomia e redução de combustíveis fósseis
Um dos projetos mais promissores, destinado à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre, foca na fabricação de sistemas autônomos de energia. A meta central é substituir a dependência de geradores a diesel em comunidades isoladas, implementando soluções de energia renovável mais limpas e eficientes.
“O Acre reúne condições favoráveis para o desenvolvimento de cadeias voltadas aos combustíveis renováveis”, afirmou Demóstenes Barbosa da Silva ao detalhar a viabilidade técnica dos investimentos.
Rota Internacional do Pacífico e Integração
Além da transição para a energia sustentável, o estado trabalha para maximizar o uso da Rota Internacional do Pacífico. Para o executivo Rafael Catarino, a expansão da infraestrutura viária não apenas facilita o escoamento de produtos, mas também estimula o turismo e a integração cultural com países vizinhos, como o Peru. Esse corredor logístico é visto como um catalisador fundamental para a redução de custos de exportação.
O diretor da ZPE do Acre, Lauro Veiga, reforçou que o objetivo do estado é atrair empresas que buscam eficiência operacional no mercado externo, utilizando a localização estratégica da região como um facilitador de comércio. A visão é compartilhada por Eduardo Salhuana Cavides, ex-presidente do Congresso peruano, que ressaltou a relevância da integração logística para aumentar a competitividade do Brasil no cenário global.
O futuro econômico do Acre parece caminhar para a convergência entre tecnologia, preservação e logística estratégica. Com esses investimentos, o estado não apenas avança em direção a uma matriz energética descarbonizada, mas também se firma como um corredor essencial para a economia regional, reduzindo distâncias e potencializando as trocas comerciais entre o Brasil e o mercado transpacífico nos próximos anos.























