O BNDES registra lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por um salto de 51% nos financiamentos destinados a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou 2026 consolidando sua posição como o principal motor do crédito voltado ao fomento industrial e à infraestrutura no Brasil. Com um lucro líquido recorrente de R$ 3,1 bilhões entre janeiro e março, a instituição financeira estatal demonstra uma trajetória de crescimento consistente, superando em 17% o desempenho obtido no mesmo período do ano anterior.
A solidez do balanço reflete uma estratégia de diversificação de ativos e uma gestão rigorosa de risco, mantendo o índice de inadimplência em níveis historicamente baixos, de apenas 0,046%. Esse desempenho permite que a instituição reforce seu papel como indutora da transição energética e do desenvolvimento de longo prazo, com uma carteira de crédito expandida que atingiu R$ 678,2 bilhões.
Aceleração no crédito para infraestrutura e indústria
O destaque absoluto do trimestre foi o setor de infraestrutura, que recebeu R$ 13,4 bilhões em aportes, um incremento expressivo de 51%. Esse volume reforça o compromisso do banco com projetos essenciais para a conectividade e a sustentabilidade, fundamentais para destravar gargalos logísticos e energéticos do país.
Simultaneamente, a indústria nacional também viveu um momento de aquecimento, registrando R$ 8 bilhões em liberações, um salto de 67%. A atuação do banco, por meio de ferramentas como o FGI (Fundo Garantidor de Investimentos), também tem sido um pilar importante, injetando R$ 66,5 bilhões na economia e garantindo fôlego para diversos setores.
“A consistência dos resultados e a solidez da carteira do banco demonstram que a instituição possui fôlego financeiro e operacional para enfrentar os desafios estruturais que o país precisa superar nos próximos anos.”
Olhar atento às empresas e ao futuro
O impacto do BNDES tem sido sentido de forma capilarizada, especialmente pelo avanço de 120% nas aprovações de crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Essa política visa reduzir as desigualdades regionais e estimular a geração de empregos, descentralizando os recursos que antes eram concentrados apenas em grandes players.
No que tange aos ativos societários, a BNDESPAR atingiu R$ 110,3 bilhões, beneficiando-se da valorização de gigantes como a Petrobras e o setor de energia, com destaque para a Copel e a Axia Energia. Para garantir a sustentabilidade desses investimentos, o banco diversificou suas fontes de captação internacional, atraindo recursos de órgãos como o BID e a CAF.
Com um ativo total beirando o trilhão de reais, o BNDES se prepara para os próximos ciclos de investimento, mantendo o FAT como fonte principal de recursos, mas já conectado aos fluxos globais de financiamento para uma economia mais verde e eficiente.




















