Presidente brasileiro alça voz contra a Enel, citando descumprimento de acordos e gerando debate sobre a qualidade dos serviços energéticos.
O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, direcionou críticas contundentes à distribuidora de energia Enel, referindo-se à empresa como “italiana” e acusando-a de não ter cumprido nenhuma de suas promessas. As declarações foram feitas durante o evento “Sente a Energia”, que também marcou o anúncio da renovação de 16 concessões de energia elétrica, projetando investimentos significativos de R$ 130 bilhões até 2030. A fala do presidente ressalta um ponto crítico na relação entre o governo e a concessionária, especialmente no que tange aos compromissos firmados com o governo federal e com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
A manifestação do líder do executivo ocorre em um momento delicado para a Enel em São Paulo, onde a distribuidora enfrenta um processo de caducidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já deu aval para a abertura deste procedimento, o que pode culminar na revogação da concessão. Em sua defesa, a Enel Brasil emitiu um comunicado afirmando que tem honrado todos os acordos e que investiu R$ 5 bilhões na área de concessão paulista nos últimos dois anos. A empresa garante estar confiante na demonstração do cumprimento dos indicadores contratuais e do plano de recuperação apresentado à Aneel em 2024.
A companhia também destacou esforços recentes para aprimorar seus serviços, incluindo a contratação de mais de 3,8 mil profissionais desde 2024. Segundo a Enel, essas medidas resultaram em uma redução de aproximadamente 50% no tempo médio de atendimento em 2025 em comparação com 2023, além de uma queda de 86% nas interrupções prolongadas no mesmo período. Essas alegações da empresa contrapõem as críticas do Presidente Lula, alimentando o debate sobre a qualidade e confiabilidade dos serviços de distribuição de energia no país.






















