Encontro sobre aumento da mistura de etanol na gasolina e biodiesel no diesel foi desmarcado, gerando incertezas.
A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que prometia discutir o aumento da participação do etanol na gasolina e do biodiesel no diesel, foi cancelada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O encontro, inicialmente agendado para esta quinta-feira, 7 de maio, e posteriormente remarcado para a segunda-feira seguinte, 11 de maio, não ocorrerá, deixando em suspenso decisões importantes para o setor energético brasileiro.
A pauta da reunião era de grande expectativa, especialmente após declarações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicando a possibilidade de debater um aumento temporário para 32% de etanol na gasolina (E32). Somava-se a isso a promessa do presidente Lula de elevar a mistura de biodiesel no diesel para 16% (B16).
Discussão estratégica e impasses técnicos
O agronegócio tem defendido o aumento das misturas como um caminho para fortalecer a soberania energética do país e proteger os consumidores da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, intensificada pela guerra no Oriente Médio. A medida é vista como um incentivo ao setor sucroalcooleiro e à produção de biocombustíveis.
No entanto, a discussão não é isenta de desafios. Especialistas e técnicos apontam a necessidade de mais testes de viabilidade para garantir que os motores dos veículos operem adequadamente com os novos percentuais. Atualmente, o Brasil utiliza 15% de etanol na gasolina e 30% de biodiesel no diesel, índices que podem ser alterados mediante novas diretrizes.
A decisão de cancelar a reunião do CNPE lança uma sombra sobre o cronograma de expansão dos biocombustíveis. A falta de definição pode impactar investimentos e o planejamento de produtores, além de atrasar os benefícios esperados para o meio ambiente e para a economia nacional, como a redução da dependência de combustíveis fósseis.






















