Acordo global para descarbonização da navegação avança na IMO

Acordo global para descarbonização da navegação avança na IMO
Acordo global para descarbonização da navegação avança na IMO - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Negociações internacionais avançam na definição de uma taxa de carbono para o transporte marítimo, apesar da forte oposição de países produtores de petróleo e da instabilidade política global.

O setor de transporte marítimo vive um momento decisivo para a sustentabilidade. Após tensões intensas durante as rodadas de abril, a Organização Marítima Internacional (IMO) conseguiu manter viva a proposta de um mecanismo global de precificação de carbono. O objetivo central é acelerar a adoção de combustíveis sustentáveis e reduzir o impacto climático da frota mundial.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, enfatizou que o projeto está novamente em curso, embora a reconstrução da confiança entre os países seja o próximo grande desafio. O foco das discussões permanece no Net Zero Framework, um conjunto de diretrizes que visa regular as emissões de embarcações de grande porte, responsáveis pela maior parte da poluição de CO2 na navegação comercial.

Disputa entre blocos sobre transição energética

O debate na IMO reflete uma clara divisão geopolítica. De um lado, um bloco composto por 55 membros — incluindo Brasil, Austrália e União Europeia — defende o mecanismo como essencial para estimular o uso de biocombustíveis, amônia e metanol. Do outro, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e países produtores de óleo tenta revisar o texto para enfraquecer as exigências ambientais.

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Metas e custos da descarbonização

A proposta em discussão estabelece um cronograma rigoroso: cortes de 30% nas emissões até 2035 e 65% até 2040, tendo 2008 como base. O mecanismo financeiro prevê taxas diferenciadas, podendo chegar a US$ 380 por tonelada de carbono para empresas que não investirem em tecnologias de descarbonização, punindo a inércia em favor da inovação.

Com a votação definitiva prevista para dezembro de 2026, a necessidade de conquistar a maioria de dois terços dos votos impõe um cronograma apertado. Até lá, grupos de trabalho deverão atuar intensamente para aparar arestas e buscar um consenso que viabilize a transição da matriz energética marítima sem comprometer a estabilidade do comércio global.

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