A Ouro Preto Investimentos, uma gestora de recursos significativa, que já administra aproximadamente R$ 15,5 bilhões em ativos, está planejando uma nova e robusta fase de captação de recursos.
Nos próximos quatro meses, a empresa busca levantar entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão.
Essa captação será diversificada, abrangendo diferentes tipos de operações financeiras.
A Ouro Preto Investimentos, uma gestora de recursos significativa, que já administra aproximadamente R$ 15,5 bilhões em ativos, está planejando uma nova e robusta fase de captação de recursos. Nos próximos quatro meses, a empresa busca levantar entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão. Essa captação será diversificada, abrangendo diferentes tipos de operações financeiras.
Estratégia de Captação e Alocação
A gestora distribuirá os recursos da nova captação em operações variadas, como multicedente (que envolve a compra de créditos de várias empresas), consignado privado (empréstimos com desconto em folha para funcionários de empresas privadas), cadeias produtivas (financiamento para elos de uma cadeia de produção) e precatórios (títulos de dívida do governo). Atualmente, dos R$ 15,5 bilhões sob sua gestão, mais de R$ 10 bilhões já estão direcionados para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que são veículos de investimento que compram direitos creditórios (contas a receber) de outras empresas.
Crescimento e Cenário de Mercado
A Ouro Preto Investimentos demonstrou um crescimento notável, registrando em 2025 um aumento de 33% em seu patrimônio líquido e projetando uma expansão ainda maior, superior a 30%, para o segmento em 2026. Esse avanço acontece em um contexto de mercado favorável para o crédito privado. Grandes bancos e instituições financeiras tradicionais têm diminuído sua participação em operações consideradas mais complexas, o que abre um vasto espaço para soluções de crédito privado mais especializadas e focadas, como as oferecidas pela Ouro Preto. Essa mudança não só aumenta a quantidade de ativos disponíveis para gestoras como a Ouro Preto, mas também exige uma análise ainda mais rigorosa e detalhada das carteiras de crédito.
A Importância dos FIDCs e a Reconfiguração do Crédito
Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos, explica a resiliência dos FIDCs, afirmando que eles “acompanham o ciclo econômico do país” e, “mesmo em períodos de maior incerteza, o impacto tende a ser mais limitado do que em ativos tradicionais”. Ele ressalta que estamos presenciando uma “mudança estrutural na forma como o crédito é distribuído”. Turaça esclarece que a “desbancarização”, ou seja, a menor dependência dos bancos tradicionais, não significa uma redução na oferta de crédito. Pelo contrário, representa uma “reconfiguração dos canais de distribuição”, onde o crédito se torna “mais direto entre empresas e investidores, com maior eficiência, transparência e previsibilidade”. Isso implica que o mercado está se adaptando para oferecer soluções de crédito de forma mais ágil e transparente fora dos modelos bancários convencionais.
Visão Geral
Em resumo, a Ouro Preto Investimentos está em uma fase de grande expansão, planejando uma captação significativa para diversificar ainda mais seus investimentos em crédito privado. Seu crescimento é impulsionado por uma estratégia que se alinha às mudanças do mercado financeiro, onde o crédito está se reestruturando e migrando para modelos mais diretos e eficientes, como os FIDCs. A gestora se posiciona como um player chave nesse novo cenário, oferecendo soluções que garantem previsibilidade e transparência, mesmo em momentos de incerteza econômica, e contribuindo para a “desbancarização” do crédito de forma positiva.
Créditos: Misto Brasil





















