A empresa conseguiu se reerguer financeiramente
O jornal conseguiu R$ 142,5 milhões com a emissão de debêntures. Ainda tem uma dívida acumulada de R$ 159 milhões
Por Misto Brasil – DF
Neste ano, grandes bancos como Itaú, Bradesco e Santander investiram R$ 15 milhões cada em debêntures emitidas pelo jornal O Estado de São Paulo (Estadão).
O grupo Cosan também investiu o mesmo valor. Este grupo entrou em recuperação judicial um ano depois, segundo a reportagem do Conjur.
Parte da Cosan foi adquirida por André Esteves, proprietário do banco BTG Pactual.
Outras empresas que realizaram aportes foram Hapvida, Votorantim, Unipar, Ultra, Pátria Investimentos, JHSF, Santalice (pertencente ao grupo Cutrale) e Galápagos Capital. Carlos Fonseca, ex-sócio de Esteves no BTG, é um dos donos da Galápagos Capital.
Conforme a reportagem, o Estadão captou um total de R$ 142,5 milhões através da emissão de debêntures, em um esforço para reequilibrar suas finanças. Apesar disso, o jornal continuou a registrar prejuízos, com um déficit de R$ 16,8 milhões no último balanço de 2025.
Atualmente, o jornal acumula uma dívida de R$ 159 milhões.
Em contrapartida pelo financiamento recebido, os investidores passaram a ter influência no processo de tomada de decisões do jornal.
Os investidores exigiram a saída da família Mesquita do cargo de CEO, que era responsável pela direção editorial. Marcos Bologna, sócio e CEO da Galápagos, foi o representante dos investidores que se juntou ao conselho de administração do jornal.
Para levantar R$ 45 milhões desses R$ 142,5 milhões totais, o Estadão utilizou uma gestora de investimentos cujo controlador possuía participação em outros negócios do Banco Master, de acordo com informações do portal Metrópoles.
No início de abril deste ano, o Estadão divulgou que o mesmo banco transferiu R$ 27,2 milhões ao Metrópoles entre 2024 e 2025.
Segundo o portal, esses valores se referiam ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, para a transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025, realizada pelo Metrópoles, e à venda dos direitos de nome (naming rights) da competição de futebol.
A Trustee e seu controlador, Maurício Quadrado, estão sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Banco Master e de envolvimento em um esquema de ocultação de valores provenientes da adulteração de combustíveis.
A gestora era a principal responsável pela administração dos fundos da Master Asset, o braço de gestão do Banco Master. Além de sua participação no Master, Quadrado também mantinha negócios com Daniel Vorcaro na Prime You, uma empresa focada na compra compartilhada de bens de luxo.
Maurício Quadrado, o controlador da Trustee, consta nos registros de importação de diversas aeronaves da companhia.
Visão Geral
O jornal O Estado de São Paulo (Estadão) captou R$ 142,5 milhões através da emissão de debêntures, contando com investimentos significativos de grandes bancos como Itaú, Bradesco e Santander, além do grupo Cosan. Apesar desse aporte, o jornal ainda possui uma dívida acumulada de R$ 159 milhões e registrou prejuízo em 2025. A entrada dos investidores no processo decisório do jornal resultou na exigência da saída da família Mesquita da posição de CEO. Parte dos recursos foi intermediada pela gestora Trustee DTVM, cujo controlador é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e outros esquemas ilícitos, com ligações ao Banco Master.
Créditos: Misto Brasil






















