UHE São Simão transforma resíduos em ativos da economia circular em modernização

UHE São Simão transforma resíduos em ativos da economia circular em modernização
UHE São Simão transforma resíduos em ativos da economia circular em modernização - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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A UHE São Simão revoluciona gestão de resíduos em grande obra de modernização, priorizando a economia circular.

A megaoperação de atualização tecnológica na Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, sob o comando da SPIC Brasil, está redefinindo o conceito de sustentabilidade em grandes projetos de infraestrutura energética. Desde 2019, quando as obras foram iniciadas, um volume impressionante de mais de 3 mil toneladas de materiais e equipamentos retirados da usina não foi simplesmente descartado. Ao contrário, 97% desse total encontrou um novo propósito através de iniciativas de reciclagem, reutilização e rerrefino, integrando-se ativamente à economia circular.

Este empreendimento, que representa um dos maiores programas de modernização hidrelétrica em curso no Brasil, envolve um investimento robusto que ultrapassa a marca de R$ 1,2 bilhão ao longo de uma década. O objetivo principal é não apenas otimizar a performance e a confiabilidade da usina, mas também assegurar sua operação eficiente por, no mínimo, mais 30 anos. Isso garante que a UHE São Simão continue a atender às crescentes demandas de um sistema elétrico cada vez mais conectado e digitalizado.

A abrangente renovação dos equipamentos da usina abriu caminho para um robusto programa de gestão ambiental. Este programa envolve uma rede cuidadosamente selecionada de empresas licenciadas, transportadoras especializadas e, de forma crucial, cooperativas de reciclagem locais, maximizando o impacto positivo em diversas frentes.

Reaproveitamento de Materiais como Pilar da Modernização

Desde sua inauguração em 1978, a UHE São Simão tem passado por uma substituição planejada de seus componentes eletromecânicos e sistemas de controle. Equipamentos considerados obsoletos, como painéis elétricos e hidráulicos, cabos, transformadores auxiliares, estruturas metálicas e outros itens industriais, foram sendo gradualmente retirados de operação.

A maioria desses materiais possui alto valor agregado para a indústria de reciclagem, incluindo metais preciosos como aço, ferro, cobre e silício. Além disso, plásticos, papel, papelão e outros resíduos gerados durante as atividades de manutenção e atualização também recebem destinação adequada.

Para garantir total conformidade e transparência, todo o processo de rastreamento é rigorosamente monitorado por meio de Manifestos de Transporte de Resíduos (MTRs) e Certificados de Destinação Final (CDFs). A SPIC Brasil mantém um diálogo constante com os órgãos ambientais de Goiás e Minas Gerais, fornecendo relatórios periódicos que reforçam a governança e a transparência das suas operações ambientais.

Meta Ambiental Amplamente Superada

Os resultados parciais da iniciativa já superaram as expectativas mais otimistas. A meta estabelecida para 2025 era de destinar no mínimo 85% dos resíduos gerados de forma sustentável. No entanto, o desempenho atual já atinge impressionantes 98,82%, evidenciando o sucesso da estratégia de sustentabilidade adotada.

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A reciclagem se destaca como principal destino, respondendo por 97,57% do volume total. Cerca de 0,94% dos materiais foram reutilizados em outras aplicações e 0,31% passaram por processos de rerrefino. Somente no último período, mais de 741 toneladas de sucata metálica originária da modernização da usina foram reintroduzidas na cadeia produtiva industrial, um feito notável que evita o descarte e valoriza matérias-primas.

Jainara Carvalho, gerente de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade (HSEQ) da SPIC Brasil, enfatiza a integração desses processos: “A operação de reciclagem realizada pela SPIC Brasil é feita com engajamento entre as áreas, muito zelo e observância da legislação ambiental vigente. Toda a gestão é feita com o uso da plataforma Sistema de Gestão de Resíduos. Isso assegura que todo o procedimento seja legal e em linha com as melhores práticas de sustentabilidade.”

Impacto Social Fortalecido por Cooperativa Local

Os benefícios ambientais da modernização se estendem a ganhos econômicos e sociais significativos na região. Resíduos recicláveis de Classe II, como plásticos, papel, papelão, vidro e alumínio, são direcionados para a Cooperativa de Reciclagem do Município de Santa Vitória (COOPRESV), em Minas Gerais.

Inaugurada em 2023, a COOPRESV tem um papel fundamental na consolidação da coleta seletiva local, promovendo geração de renda e inclusão social para diversas famílias. Atualmente, a cooperativa opera com nove membros e impacta diretamente 22 famílias, fortalecendo a cadeia de reciclagem na região.

ESG: Um Diferencial na Modernização de Ativos

A incorporação dos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) aos programas de modernização de ativos se consolida como um diferencial competitivo no setor elétrico. Além de mitigar impactos ambientais, iniciativas de economia circular reduzem a necessidade de novas matérias-primas virgens, diminuem emissões industriais e dinamizam as economias regionais.

Jainara Carvalho reitera a importância dessa abordagem: “O conceito de reutilização e reciclagem aplicado na modernização da UHE São Simão representa um grande marco para a SPIC Brasil, pois transforma materiais que antes seriam descartados em oportunidade de geração de renda e redução de impactos ambientais. Nossa cultura ESG também tem foco no desenvolvimento sustentável e isso nos conduz a dar apoio às comunidades nas regiões onde atuamos. Contar com a parceria da COOPRESV reflete nossa missão, visão e valores, além de colaborar para a economia circular com ações sustentáveis.”

Com uma potência instalada de 1.710 MW, capaz de abastecer aproximadamente seis milhões de residências, a UHE São Simão está entre as maiores usinas hidrelétricas do país. O programa de modernização, com conclusão prevista para 2029, abrange todas as suas seis unidades geradoras. Este projeto não apenas eleva a eficiência e a confiabilidade operacional, mas também reforça uma tendência vital no setor elétrico brasileiro: a extensão da vida útil de ativos estratégicos por meio de investimentos em tecnologia, automação e, essencialmente, sustentabilidade.

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