O ONS estabeleceu novas regras para validar modelos de baterias e fontes renováveis no SIN, priorizando o modo grid-forming para garantir maior segurança operacional.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou diretrizes inéditas voltadas para a validação de modelos matemáticos aplicados a usinas solares, parques eólicos e sistemas de armazenamento de energia em BESS.
As regras buscam modernizar as simulações e assegurar que a inserção massiva de recursos limpos ocorra sem comprometer a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Diante da intensa transição energética, o órgão regulador intensifica o rigor técnico sobre como os ativos de geração e armazenamento reagem a oscilações de frequência e tensão.
A iniciativa padroniza os dados exigidos de fabricantes e desenvolvedores, otimizando os processos de conexão e mitigando gargalos regulatórios no setor de energia limpa.
Foco total no modo grid-forming
A principal mudança impacta diretamente os projetos com baterias, que deverão obrigatoriamente passar pela validação exclusivamente no modo grid-forming.
Nessa configuração avançada, o equipamento assume um papel ativo na rede, estabelecendo referências de tensão e frequência de maneira independente.
Por outro lado, o modo grid-following — em que o inversor apenas acompanha os parâmetros já existentes na rede — será classificado como uma operação degradada para fins de homologação.
Isso significa que não haverá exigência de entrega de um modelo específico para essa condição, simplificando o escopo para os desenvolvedores.
As simulações deverão refletir fielmente os limites físicos dos ativos, como capacidade nominal, nível de carga e atuação dos sistemas de proteção.
especialistas do setor elétrico afirmam:
O processo garante que o ONS compreenda exatamente a resposta do equipamento quando este se aproxima de seus limites operacionais, assegurando estabilidade à rede.
Aproveitamento de estudos e novos prazos
Para evitar burocracia excessiva, o ONS determinou que a validação poderá ser aproveitada por diferentes empreendimentos, desde que utilizem a mesma família de equipamentos e a mesma versão de hardware e software do fabricante.
O processo ocorrerá em níveis distintos, avaliando a precisão matemática frente ao comportamento real e a compatibilidade entre ferramentas de simulação.
Os agentes do mercado energético têm até o dia 10 de novembro para enviar questionamentos e sugestões sobre o normativo.
O operador tem o compromisso de publicar os esclarecimentos oficiais até o final de novembro de 2026, pavimentando o caminho para uma operação mais segura e tecnologicamente avançada.

















