A Iberdrola acelera sua expansão global com o lançamento de seu primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias nos Estados Unidos e a inauguração de uma usina fotovoltaica recorde na Itália.
A gigante do setor de energia renovável, Iberdrola, deu passos importantes para fortalecer a flexibilidade e a segurança de sua rede global. A companhia oficializou investimentos estratégicos em dois mercados-chave, apostando na sinergia entre grandes parques de geração e soluções avançadas de armazenamento para otimizar o fornecimento de eletricidade.
Nova fronteira de armazenamento nos EUA
O projeto Shutler, localizado no condado de Gilliam, no estado do Oregon, marca a estreia da empresa no segmento de BESS (Battery Energy Storage System) em solo norte-americano. Com uma potência instalada de 41 MW e capacidade de 82 MWh, a iniciativa será integrada aos ativos de geração da Avangrid, subsidiária local que já opera cerca de 3 GW na região do noroeste dos Estados Unidos.
Previsto para entrar em operação em 2027, o sistema de baterias será fundamental para otimizar o fluxo energético. “A tecnologia de armazenamento é o pilar que garante o equilíbrio necessário entre a oferta e a demanda, permitindo que a energia gerada em períodos de excesso renovável seja utilizada estrategicamente nos momentos de pico de consumo”, destaca a companhia sobre a importância do projeto para a estabilidade da rede no Pacífico.
Expansão fotovoltaica na Itália
Enquanto avança no armazenamento, a Iberdrola também consolidou sua presença no mercado europeu com o lançamento do complexo fotovoltaico Fénix, na Sicília, Itália. Este empreendimento se tornou o maior ativo solar do portfólio da empresa no país, contando com 243 MW de potência instalada.
O parque, que se estende por Centuripe, Paternò e Belpasso, é composto por mais de 413 mil módulos fotovoltaicos de tecnologia bifacial. A planta tem capacidade para gerar 400 mil MWh anuais, energia suficiente para suprir a demanda de aproximadamente 140 mil residências italianas.
Para garantir a viabilidade financeira do projeto, a Iberdrola adotou o modelo de contratos de longo prazo (PPAs). Segundo a empresa, “a maior parte da energia produzida já está comercializada com indústrias italianas, o que assegura maior previsibilidade de custos e proteção contra a volatilidade do mercado energético para o consumidor final”.
Esses movimentos reforçam o compromisso da Iberdrola com a transição energética e a descarbonização, utilizando tecnologia de ponta para tornar as fontes renováveis, como a solar e a eólica, mais confiáveis e integradas ao sistema elétrico moderno.





















