Governo Federal quer finalizar regulamentação do mercado de carbono até dezembro

Governo Federal quer finalizar regulamentação do mercado de carbono até dezembro
Governo Federal quer finalizar regulamentação do mercado de carbono até dezembro - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Brasil avança para regulamentar mercado de carbono com metas até dezembro

O cenário da sustentabilidade corporativa no Brasil está prestes a ganhar contornos mais definidos. O governo federal estabeleceu um ambicioso cronograma para finalizar as fases iniciais do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o futuro mercado regulado de carbono do país. A expectativa é que os marcos regulatórios essenciais estejam concluídos até o final deste ano, abrindo caminho para uma nova era de incentivos à descarbonização.

A iniciativa, detalhada pelo secretário-adjunto de Mercados de Carbono do Ministério da Fazenda, José Pedro Bastos Neves, durante um evento da Britcham, sinaliza um compromisso firme com a transição energética. A definição dos setores que farão parte do sistema e as regras para monitoramento e compensação de emissões são pontos cruciais em discussão.

Consulta Pública e Mecanismo de MRV

O processo ganhará força em julho com a abertura de uma consulta pública. O foco estará em determinar quais setores da economia brasileira serão inicialmente incluídos no mercado regulado e como será feita a cobertura de suas emissões.

Posteriormente, em agosto e setembro, as atenções se voltarão para o desenvolvimento do Programa Nacional de Relato de Emissões e do Programa Nacional de Compensação de Emissões. A finalização dessas etapas até dezembro visa conceder às empresas um tempo hábil para se adaptarem às novas exigências legais.

A espinha dorsal desse novo ecossistema será o mecanismo de MRV (Medição, Relato e Verificação). Ele definirá os padrões rigorosos para que as companhias monitorem, reportem e tenham suas emissões de gases de efeito estufa auditadas.

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Impacto nas Empresas e Incentivo à Descarbonização

A legislação, fundamentada na lei 15.042/2024, já estabelece gatilhos: instalações com emissões anuais acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente deverão implementar o monitoramento. Aquelas que superarem as 25 mil toneladas anuais estarão sujeitas a metas de redução específicas.

O objetivo do governo é claro: criar um ambiente econômico que premie a redução de emissões, evitando armadilhas como a oferta excessiva de créditos, que poderiam diluir o impacto das ações climáticas. A prioridade inicial para a implementação do mercado regulado recai sobre os setores de energia e indústria, pilares da economia brasileira.

Mercado Voluntário e Conformidade Internacional

Paralelamente à estruturação do mercado regulado, o Ministério da Fazenda está dedicando esforços para coibir fraudes no mercado voluntário de carbono. A preocupação é garantir a integridade e a confiabilidade de todos os mecanismos de precificação de carbono no país.

Além disso, a pasta busca assegurar que a regulamentação brasileira esteja alinhada com os compromissos internacionais, como os estabelecidos no Acordo de Paris. Isso inclui a prevenção da dupla contagem de emissões e a garantia de que o país não crie barreiras artificiais à exportação de créditos de carbono, fortalecendo sua posição no cenário global de sustentabilidade.

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