A geração distribuída no Brasil rompe a barreira dos 42 GW, impulsionada por investimentos privados e pela expansão da energia solar, consolidando-se como pilar da transição energética.
O setor de geração distribuída (GD) no Brasil alcançou um marco histórico, ultrapassando a marca expressiva de 42 gigawatts (GW) de potência instalada. Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), essa modalidade de produção de energia, que leva a geração para perto do ponto de consumo, já está presente em mais de 5.500 municípios brasileiros, demonstrando sua capilaridade e relevância em todo o território nacional.
O expressivo crescimento da geração distribuída é amplamente atribuído aos robustos investimentos privados e à contínua expansão dos sistemas de geração solar fotovoltaica. A tecnologia não só contribui para a redução de perdas na rede elétrica, otimizando a eficiência do sistema, mas também aproxima a produção de energia dos centros de consumo, um benefício direto para a estabilidade e a economia. Este avanço posiciona o Brasil de forma estratégica no cenário energético global, em linha com as metas de descarbonização e sustentabilidade.
Apesar dos avanços significativos, o setor de GD enfrenta desafios importantes. A integração cada vez maior com o sistema elétrico nacional, a gestão otimizada dos excedentes de energia gerada e a necessária adaptação da infraestrutura de transmissão e distribuição são pontos cruciais que demandam atenção e planejamento. Estes debates, inclusive, ganham destaque com a discussão de soluções de armazenamento de energia e a revisão de ajustes regulatórios, visando aprimorar o ecossistema da energia limpa.
O desempenho do Brasil na expansão da capacidade de energia solar o colocou entre os três países líderes mundialmente em 2023, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Essa proeminência se estende ao meio rural, onde a geração distribuída tem se mostrado uma solução eficaz para a redução de custos operacionais e para garantir maior previsibilidade no fornecimento de energia, especialmente em propriedades remotas. O tema central da geração distribuída e suas inovações serão amplamente debatidos na 31ª Edição do Fórum Regional de Geração Distribuída (GD Sul/Sudeste), que acontecerá em Curitiba (PR) de 29 a 31 de julho de 2026, reunindo especialistas e stakeholders do setor.
Notícias Relacionadas
-
» VP da Energisa defende freio temporário na expansão da geração distribuída para reequilibrar sistema
-
» Título: Absolar e ABGD questionam método de apuração de irregularidades em Geração Distribuída
-
» Falhas estruturais em usinas solares elevam custos antes da geração para integradores e investidores























