Impulso estratégico: café, petróleo, gás, fertilizantes, suco de laranja e chips de semicondutores ganham nova força
A medida beneficia itens estratégicos como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, suco de laranja e equipamentos para semicondutores
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou uma lista de 471 produtos brasileiros isentos da nova sobretaxa de 12,5% sobre as importações do Brasil.
A medida beneficia itens estratégicos como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, suco de laranja e equipamentos para semicondutores.
Os produtos fora dessa lista passam a enfrentar uma alíquota total de 37,5% de tributação, somando a nova tarifa ao encargo de 25% em vigor desde a última semana.
A nova barreira comercial foi estabelecida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, sob a alegação de falhas do Brasil em conter produtos ligados ao trabalho forçado.
Apesar das restrições, Washington garantiu a isenção de mercadorias cruciais para o abastecimento da indústria norte-americana e para o consumo local.
Principais pontos da medida tarifária:
Categorias protegidas: A isenção cobre 20 setores estratégicos, incluindo insumos farmacêuticos, defensivos agrícolas, derivados de açaí, madeira, ferro-gusa e obras de arte.
Impacto nas demais exportações: Mercadorias não listadas pela portaria passam a pagar o teto cumulativo de 37,5% para entrar no mercado norte-americano.
Justificativa americana: O USTR alega motivos regulatórios sobre o trabalho forçado, mas manteve exceções pontuais para evitar o desabastecimento de sua própria cadeia produtiva.
Tratamento a outros parceiros: Bloco europeu, Argentina e Taiwan tiveram regras específicas fixadas, além da criação de cotas com insumos norte-americanos para o setor têxtil asiático.
FIM PUBLICIDADE
A lista de exceções inclui pescados como atum (galha amarela e patudo), cavala, espadarte, tilápia (fresca ou congelada, incluindo filés), além de lagostas e outros crustáceos marinhos. Veja abaixo mais exceções:
- Café em grão (não torrado ou torrado, descafeinado ou não), cascas de café e substitutos;
- Chá verde, chá preto e mate;
- Cocos, castanhas-do-pará, castanhas de caju, castanhas comuns e nozes macadâmia;
- Bananas, abacaxis, abacates, goiabas, mangas, mangostões, mamões, laranjas, limões e kiwis;
- Açaí (fruto, suco e preparações para fabricação de bebidas).
- Suco de laranja (congelado ou não), suco de limão, suco de abacaxi e água de coco.
Contexto:
Lei de Comércio dos EUA (Seção 301): Dispositivo legal que permite à presidência norte-americana aplicar sanções e tarifas unilaterais contra países que descumprirem acordos comerciais ou mantiverem práticas consideradas desleais (Escritório do Representante de Comércio dos EUA – USTR).
Relações Bilaterais: A manutenção de isenções para commodities agrícolas e energéticas brasileiras reflete a forte dependência de insumos primários pelo parque industrial dos Estados Unidos (Análise com base no informe oficial do USTR).
Visão Geral
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma isenção para 471 produtos brasileiros em relação à nova sobretaxa de importação de 12,5%. A medida abrange itens considerados estratégicos, como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, suco de laranja e equipamentos para semicondutores.
Produtos que não constam nesta lista estarão sujeitos a uma tarifa total de 37,5%, combinando a nova taxa com a já existente de 25%.
A nova barreira comercial, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, justifica-se por alegadas falhas do Brasil em combater produtos relacionados ao trabalho forçado. Contudo, Washington decidiu isentar mercadorias essenciais para a indústria e o consumo norte-americanos.
Entre os itens isentos estão diversos pescados, como atum, cavala e tilápia, além de crustáceos como lagostas. Commodities agrícolas como café, chá, diversas frutas (incluindo coco, castanhas e frutas tropicais como açaí e laranja) e seus derivados, como suco de laranja e água de coco, também foram beneficiados.
A Lei de Comércio dos EUA (Seção 301) permite a imposição de sanções e tarifas unilaterais contra países que violam acordos comerciais ou adotam práticas consideradas desleais. A isenção de commodities agrícolas e energéticas brasileiras demonstra a dependência dos Estados Unidos em relação a esses insumos primários para seu parque industrial.























