O grupo Equatorial Energia reportou um segundo trimestre de 2026 com expansão no volume de vendas de energia e avanços na eficiência operacional de suas distribuidoras, apesar de restrições na geração renovável.
A Equatorial encerrou o período entre abril e junho com um balanço operacional positivo em seus ativos de distribuição. A companhia registrou uma injeção de 18.994 GWh em sua rede, um salto de 4,7% frente aos números do mesmo período no ano anterior, com forte demanda vindo dos segmentos residencial e rural.
Além do crescimento no consumo, a empresa conseguiu otimizar suas operações, reduzindo os índices de perdas de energia. Esse desempenho ocorreu em meio a um cenário de transição climática, com a influência do El Niño começando a ditar um novo ritmo para o comportamento dos consumidores de energia elétrica em diversas regiões do país.
Desempenho regional e expansão no mercado
Entre as concessionárias do grupo, a Equatorial Goiás foi o destaque do trimestre, com uma alta expressiva de 6,8% no volume de energia injetada. O resultado foi impulsionado pelo uso intensivo de equipamentos de irrigação no campo e pelo aquecimento da demanda comercial. As unidades do Pará e Rio Grande do Sul também contribuíram para os números positivos, apresentando avanços de 5,4% e 4,5%, respectivamente.
O chamado “fio B” cresceu 4,2% no consolidado, embora a operação de Alagoas tenha sofrido um efeito contábil atípico devido a mudanças na classificação de clientes livres. Ajustando-se esse fator, o avanço real do mercado teria alcançado a marca de 5,0%.
Combate às perdas e eficiência regulatória
No front da eficiência técnica e comercial, a companhia alcançou uma redução para 17,9% nas perdas consolidadas de energia. O índice coloca a Equatorial confortavelmente abaixo do limite regulatório estipulado pela ANEEL, que é de 18,9%.
“A empresa demonstrou resiliência ao manter a maior parte de suas distribuidoras dentro das metas regulatórias, destacando-se reduções relevantes na CEA, em Alagoas e no Piauí, que seguem performando abaixo dos tetos permitidos.”
Nem todas as unidades operam com folga. Enquanto Maranhão, Piauí, Alagoas, Goiás e Amapá seguem com métricas favoráveis, a distribuidora paraense e a CEEE-D ainda enfrentam desafios, permanecendo ligeiramente acima de seus respectivos limites regulatórios de perdas.
Impacto do curtailment na Echoenergia
Apesar do sucesso na distribuição, o braço de geração renovável, a Echoenergia, sentiu o efeito das restrições operacionais impostas pelo ONS. A geração total da unidade caiu 14,6% em relação ao ano anterior, totalizando 1.014 GWh.
O fenômeno, conhecido como curtailment, foi determinante para o recuo de 18,1% na produção eólica. A geração solar, por outro lado, conseguiu manter uma estabilidade, apresentando uma leve alta. A companhia ressaltou que, sem as limitações de despacho impostas pelo operador, a produção teria sido significativamente maior, atingindo a casa dos 1.243 GWh.
A expectativa para os próximos trimestres reside na continuidade da melhoria operacional das distribuidoras, que permanecem como o motor principal de receita do grupo, enquanto se aguarda uma flexibilização nos gargalos de transmissão que atualmente restringem o pleno potencial dos parques renováveis.






















