Projeto de Lei visa combater a pobreza energética, fornecendo energia solar gratuita para famílias de baixa renda através da geração distribuída.
Conteúdo
- Energia Gratuita e Compensação de Créditos no Mercado Solar
- Impactos Sociais e Econômicos: Energia Limpa que Gera Desenvolvimento
- Fortalecimento da Indústria e Parcerias Público-Privadas (PPPs)
- Caminhos e Desafios da Regulamentação de Geração Distribuída
Energia Gratuita e Compensação de Créditos no Mercado Solar
O Projeto de Lei 5002/25, em análise na Câmara, propõe o fornecimento mensal de até 200 kWh de energia solar para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), visando a inclusão social e o combate à pobreza energética. A iniciativa, idealizada pelo deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO), prevê que o governo federal financie a instalação de pequenos sistemas fotovoltaicos (até 75 kW). Os créditos gerados por esses sistemas serão compensados nas contas de luz, utilizando o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), o mesmo modelo da geração distribuída comum. O deputado enfatiza que o modelo foi desenhado para evitar subsídios cruzados, garantindo que os custos não sejam transferidos aos demais consumidores da rede elétrica.
Impactos Sociais e Econômicos: Energia Limpa que Gera Desenvolvimento
A implementação do programa de energia gratuita promete um impacto dual: redução direta na conta de luz das famílias e significativo impulso à economia verde. A demanda por equipamentos como painéis, inversores e estruturas metálicas, bem como por serviços de integração e manutenção, beneficiará diretamente a cadeia produtiva da energia solar. Estimativas do setor sugerem que cada megawatt instalado gera entre 25 a 30 empregos diretos e indiretos. Este efeito multiplicador será particularmente forte nas regiões Norte e Nordeste, onde a incidência solar é alta e o número de famílias de baixa renda é expressivo, promovendo o desenvolvimento e a geração de empregos verdes.
Fortalecimento da Indústria e Parcerias Público-Privadas (PPPs)
O PL 5002/25 oferece um catalisador para a indústria nacional de equipamentos solares. Priorizando produtos fabricados no Brasil nas licitações governamentais, o projeto pode atrair novos investimentos, expandindo a capacidade produtiva de empresas com certificações Inmetro e Aneel. Além disso, a proposta fomenta as Parcerias Público-Privadas (PPPs). O governo poderá contratar consórcios, cooperativas ou integradoras solares para a execução dos sistemas. Essa modalidade de negócio impulsionará pequenas e médias empresas regionais, contribuindo para a geração de renda e a diminuição das desigualdades territoriais no acesso à energia limpa.
Caminhos e Desafios da Regulamentação de Geração Distribuída
A tramitação do projeto ocorre em caráter conclusivo, com análise agendada nas comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. O principal obstáculo reside em assegurar a viabilidade financeira do programa, garantindo a transparência na execução e evitando sobrecarga fiscal. É imperativo que os recursos cheguem de maneira eficiente às famílias elegíveis do CadÚnico. Outro desafio crucial envolve o estabelecimento de critérios técnicos rigorosos para a contratação das empresas instaladoras, visando a qualidade, segurança e a rastreabilidade da energia solar fornecida.






















