Projeto visa combater pobreza energética com geração distribuída, oferecendo energia solar gratuita a famílias de baixa renda no Brasil.
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Energia Gratuita e Compensação de Créditos
O Projeto de Lei 5002/25 propõe o fornecimento de até 200 kWh de energia solar mensalmente a famílias de baixa renda, utilizando a geração distribuída. A iniciativa visa mitigar a pobreza energética no Brasil. Este projeto altera a Lei 14.300/2022, estipulando que a União financie a instalação de sistemas fotovoltaicos de até 75 kW. Os créditos gerados por esses sistemas compensarão a energia consumida por beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico). A operação se dará através do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), modelo já utilizado por consumidores ativos. O autor enfatiza que o desenho da proposta impede subsídios cruzados, protegendo os demais consumidores do repasse de custos associados.
Impactos Sociais e Econômicos: Energia Limpa que Gera Desenvolvimento
A implementação deste programa promete significativos benefícios sociais ao reduzir a fatura de eletricidade de milhares de famílias, enquanto impulsiona a economia verde. A demanda por equipamentos como painéis, inversores e estruturas metálicas, bem como por serviços técnicos de instalação e manutenção, beneficiará diretamente a cadeia produtiva da energia solar. Estima-se que cada megawatt de energia solar instalado gere entre 25 a 30 empregos diretos e indiretos. Este impacto é crucial para o mercado de trabalho, especialmente no Norte e Nordeste, regiões com maior concentração de baixa renda e excelente irradiação solar. O acesso à energia limpa gera desenvolvimento sustentável. Para mais informações sobre o setor, visite o Portal Energia Limpa, acessível via https://go.energialimpa.live/energia-livre.
Fortalecimento da Indústria e Parcerias Público-Privadas
O projeto também fomenta a indústria nacional de equipamentos solares. A priorização de produtos fabricados no Brasil nas licitações pode atrair investimentos e expandir a capacidade produtiva do setor fotovoltaico, fortalecendo empresas certificadas pelo Inmetro e pela Aneel. Adicionalmente, a proposta incentiva as Parcerias Público-Privadas (PPPs). O governo poderá contratar consórcios, cooperativas ou integradoras solares para implementar os sistemas. Tais parcerias têm o potencial de estimular negócios em pequenas e médias empresas regionais, promovendo a geração de renda e diminuindo as desigualdades regionais no acesso à tecnologia solar.
Caminhos e Desafios
O trâmite do PL segue em caráter conclusivo, com análise prevista nas comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. O grande desafio reside na garantia da viabilidade financeira e na transparência da execução, visando evitar encargos fiscais excessivos e assegurar a chegada eficiente dos recursos às famílias. É fundamental também definir critérios técnicos rigorosos para a contratação das empresas responsáveis, garantindo a qualidade, a segurança e a rastreabilidade dos sistemas de energia fotovoltaica instalados, assegurando a longevidade do programa.
Visão Geral
Este projeto integra transição energética e inclusão social, utilizando a geração distribuída como ferramenta contra a pobreza energética. Ao custear a instalação de sistemas solares para famílias cadastradas, o PL movimenta o mercado solar, gera empregos verdes e estimula a indústria nacional, tudo isso sem onerar a base de consumidores tradicionais.






















