Axia Energia reafirma a solidez do modelo de precificação e parâmetros de risco no setor elétrico.
A Axia Energia se manifestou sobre as discussões em torno da formação de preços no setor elétrico, declarando não encontrar justificativas técnicas ou legais para alterações nos modelos atuais. A companhia defende a manutenção dos parâmetros de aversão a risco, argumentando que eles refletem de forma precisa os custos reais da operação do sistema energético.
A posição foi apresentada por Rodrigo Limp, vice-presidente de Regulação, Institucional e Mercado da Axia, durante uma teleconferência com analistas sobre os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. Segundo Limp, a precificação é definida por fatores hidrológicos, níveis de reservatórios e projeções de demanda, dissociada de estratégias comerciais individuais dos participantes do mercado.
Manutenção dos Parâmetros de Aversão ao Risco
Rodrigo Limp enfatizou a importância de manter o Coeficiente de Valor em Risco (CVar) em 15,40. Ele argumenta que esse nível garante um equilíbrio essencial entre os custos operacionais e a segurança no fornecimento de energia.
A volatilidade observada no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) foi atribuída por Limp às transformações na matriz energética brasileira, especialmente o avanço das fontes solar e eólica. Ele ressaltou que esse fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas uma tendência global.
Mercado Livre e o Fenômeno El Niño
No que diz respeito ao mercado livre de energia, a Axia percebe que a aversão ao risco está mais ligada à inadimplência (risco de contraparte) do que a uma fragilidade estrutural na liquidez do setor.
A empresa também está atenta aos efeitos do fenômeno El Niño. Embora possa aumentar as chuvas no Sul, o aquecimento global eleva o consumo, o que pode pressionar os preços da energia em 2027.
Desempenho Financeiro e Transição de Liderança
Financeiramente, a Axia Energia demonstrou solidez, reportando um lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Esse resultado foi impulsionado pelo crescimento nas margens de geração e pelo desempenho positivo no mercado de curto prazo.
Em paralelo, a companhia iniciou seu processo de sucessão na liderança. O atual CEO, Ivan Monteiro, permanecerá no cargo até abril de 2027, garantindo uma transição planejada.























