A Copel deu início à fase eletromecânica da expansão da Usina Hidrelétrica Foz do Areia, investindo R$ 1,3 bilhão para elevar a potência em 860 MW até 2030.
A Copel alcançou um marco significativo no desenvolvimento energético do Paraná ao receber os primeiros componentes eletromecânicos para a ampliação da Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, conhecida como Foz do Areia. Este projeto bilionário visa incrementar a capacidade de geração do complexo, localizado no rio Iguaçu, reforçando o papel estratégico da companhia no fornecimento de eletricidade renovável.
A chegada dos revestimentos metálicos dos tubos de sucção — estruturas de 55 toneladas produzidas localmente em Assaí — sinaliza o avanço prático do cronograma. Com as peças previstas para instalação em dezembro, a iniciativa prepara o terreno para um salto de 51% na potência instalada da planta, que passará dos atuais 1.676 MW para 2.536 MW.
Eficiência e aproveitamento de infraestrutura
O diferencial desta expansão reside na visão estratégica dos idealizadores do projeto original, na década de 1970. A construção já previa, na casa de força, poços destinados a futuras ampliações, o que agora permite à Copel evitar novas intervenções civis complexas e concentrar esforços na montagem dos sistemas eletromecânicos.
Esse aproveitamento dos poços já existentes para instalação das novas turbinas e geradores reduziu bastante a necessidade de obras civis. Então, esta é uma obra que vai pular etapas e se concentrar desde o início na montagem dos equipamentos, diminuindo custos e o tempo total de execução.
Essa abordagem otimiza o uso dos recursos e acelera o ritmo das entregas. Além disso, a conexão dos novos megawatts ao Sistema Interligado Nacional (SIN) será realizada com ajustes na infraestrutura de subestação já existente, evitando grandes obras de transmissão adicionais.
Sustentabilidade e compromisso operacional
Além da eficiência técnica, o projeto se destaca pelo respeito ao meio ambiente e à organização territorial. A Copel confirmou que a operação não demandará o aumento da área alagada, mantendo o reservatório dentro dos limites atuais. O plano não prevê novas desapropriações, assegurando uma integração harmônica com o entorno.
A entrada em operação comercial das duas novas unidades geradoras está programada para 1º de agosto de 2030, sob a regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O projeto consolida a estratégia da companhia em elevar sua capacidade produtiva com baixo impacto ambiental, garantindo maior robustez e segurança energética para o cenário nacional nos próximos anos.















